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22/06/2012

PORQUE EVANGELIZAR...

É através da evangelização que o Espiritismo desenvolve seu mais valioso programa de assistência educativa ao homem. A escola de letras continua a informar e instruir a fim de que a Ciência se fortaleça no seio das coletividades. Entretanto, é a educação religiosa que vem estimulando a moral ilibada de modo a libertar a criatura humana para os altiplanos do amor, de consciência despertada e vigilante junto aos Imperativos da vida.
Aliando sabedoria e amor alcançaremos equilíbrio em nossa faina educativa. Eduque-se o homem e teremos uma Terra verdadeiramente transformada e feliz!
Contemplamos, assim, com otimismo e júbilo, o Movimento Espírita espraiando-se, cada vez mais, nos desideratos da evangelização, procurando, com grande empenho, alcançar o coração humano em meio ao torvelinho da desenfreada corrida do século... Tão significativa semeadura na direção do porvir!
Mestres e educadores, preceptores e pais colaboram, ao lado uns dos outros, em meio às esperanças do Cristo, dinamizando esforços em favor de crianças e jovens, na mais nobre intenção de aproximá-los do Mestre e Senhor Jesus.
Urge que assim seja, porque o tempo mais propício à absorção das novas idéias, que mais favorece a tarefa educativa do homem é o seu período de infância e juventude.
Sem dúvida que a maturidade exibe a valiosa soma das experiências adquiridas, embora tantas vezes amargue o dissabor das incrustações perniciosas absorvidas ao longo do caminho. . . Eis, pois, o Amor convocando servidores do Evangelho para a obra educativa da Humanidade! Abençoados os lidadores da orientação espírita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente!
Mas para um desempenho mais gratificante:

Que procurem estudar e estudar, forjando sempre luzes às próprias convicções.
Que se armem de coragem e decisão, paciência e otimismo, esperança e fé, de modo a se auxiliarem reciprocamente, na salutar troca de experiências, engajando-se com entusiasmo crescente nas leiras de Jesus.
Que jamais se descuidem do aprimoramento pedagógico, ampliando, sempre que possível, suas aptidões didáticas para que não se estiolem sementes promissoras ante o solo propício, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende mais em mãos realmente habilitadas.
Que não estacionem nas experiências alcançadas, mas que aspirem sempre a mais, buscando livros, renovando pesquisas, permutando idéias, ativando-se em treinamentos, mobilizando cursos, promovendo encontros, realizando seminários, nesta dinâmica admirável quão permanente dos que se dedicam aos abençoados impositivos de instruir e de educar.
É bom que se diga que o evangelizador consciente de si mesmo jamais se julga pronto, acabado, sem mais que aprender, refazer, conhecer... Ao contrário, avança com o tempo, vê sempre degraus acima a serem galgados, na infinita escala da experiência e do conhecimento. Entretanto não menos importante é a conscientização dos pais espíritas diante da evangelização de seus filhos, como prestimoso auxiliar na missão educativa da família.
Que experimentem vivenciar, quando necessário, a condição de evangelizadores, tanto quanto se recomenda aos evangelizadores se posicionarem sempre naquela condição de pais bondosos e pacientes junto à gleba de suas realizações.
Que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, disciplinando-os na assiduidade tão necessária, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando...
Por outro lado não podemos desconsiderar a importância do acolhimento e do interesse, do estímulo e do entusiasmo que devem nortear os núcleos espiritistas diante da evangelização.
Que dirigentes e diretores, colaboradores diretos e indiretos, prestigiem sempre mais o atendimento a crianças e jovens nos agrupamentos espíritas, seja adequando-lhes a ambiência para tal mister, adaptando ou, ainda, improvisando meios, de tal sorte que a evangelização se efetue, se desenvolva, cresça, ilumine... É imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita. Bem acima das nobilitantes realizações da assistência social, sua ação preventiva evitará derrocadas no erro, novos desastres morais, responsáveis por maiores provações e sofrimentos adiante, nos panoramas de dor e lágrima que compungem a sociedade, perseguindo os emolumentos da assistência ou do serviço social, públicos e privados.
Evangelizemos por amor! Auxiliemos a todos, favorecendo, sobretudo a criança e ao jovem um melhor posicionamento diante da vida, em face da reencarnação. Somente assim plasmaremos desde agora os alicerces de uma nova Humanidade para o mundo por vindouro.
É de suma importância amparar as almas através da evangelização, colaborando de forma decisiva junto à economia da vida para quantos deambulam pelas estradas existenciais.
E não tenhamos dúvidas de que a criança e o jovem evangelizados agora serão, indubitavelmente, aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios, os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra.

Guillon Ribeiro
(Página recebida em 1963, durante o 1.° Curso de Preparação de Evangelizadores - CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro – Separata do Reformador – FEB – 1986.)


QUAIS SÃO OS PRÉ-REQUISITOS PARA EVANGELIZAR?

Além de estar freqüentando o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita e ter disponibilidade de horário e responsabilidade para a atividade proposta, cabe salientar as características do evangelizador, segundo Helena Bertoldo da Silva, Coordenadora do Setor de Infância do DIJ/FERGS.

Amor - o amor, sendo o sentimento por excelência, é condição primeira para a tarefa de evangelizar;
Conhecimento doutrinário - o evangelizador vai ensinar (facilitar) o conhecimento espírita, portanto, ele tem que conhecer os postulados doutrinários, para tanto, além do esforço individual, na busca desse conhecimento, deve freqüentar o Grupo de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) em uma Casa Espírita;
Exemplificação - o evangelizador deve vivenciar ou, pelo menos, lutar para vivenciar os ensinos de Cristo, porque o exemplo ainda é o melhor argumento e para que o ato de evangelizar não se vulgarize no "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço", é importante que o evangelizador seja para a criança e o jovem modelo de vivência daquilo que ele ensina;
Consciência da tarefa - é importante que o evangelizador esteja convencido de que a Evangelização é um meio de educação da geração futura, e que o ato de evangelizar exige que ele se qualifique cada vez mais;
Entusiasmo - é fundamental que o evangelizador esteja totalmente envolvido no processo da Evangelização, cativado por esse processo ele terá que "transbordar" entusiasmo, no falar, no agir, no olhar, no vivenciar, etc.;
Ser flexível, receptivo - o evangelizador, em nenhum momento, deve ter a pretensão de que tudo sabe, que faz o melhor e que já está "pronto", mas deve estar aberto, receptivo a novos conhecimentos, aceitar a avaliação do seu trabalho, ser flexível às mudanças, quando se fizerem necessárias. É imprescindível que o evangelizador busque continuadamente aprimorar-se;
Conhecer o Currículo - sendo o Currículo para as Escolas Espíritas de Evangelização Infanto-Juvenil, rumo norteador da Evangelização Espírita, o evangelizador deverá conhecê-lo e saber a função do mesmo e da sua inserção no Movimento Espírita;


Saber escolher metodologias adequadas - é importante que o evangelizador conheça as metodologias que possibilitem ao evangelizando a elaboração e a construção do seu conhecimento; noções de didáticas, técnicas de ensino, psicologia, literatura, música, teatro auxiliam no desempenho da tarefa;
Saber avaliar - a avaliação é primordial em todo e qualquer processo e não poderia ser diferente na Evangelização. O evangelizador deve avaliar, sempre, a si mesmo e ao evangelizando, fazendo o feedback, retomando (se necessário) por novos caminhos, para alcançar os objetivos propostos no seu planejamento;
Auto-aprimoramento - o evangelizador não deve descuidar da sua transformação moral, buscando conhecer-se através de auto-avaliação e, dentro da orientação cristã, detectar suas tendências viciosas e lutar para transformá-las em virtudes.

"(...) Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações (...)."

O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo XVII, Sede Perfeitos - Item 04

Você conhece o seu evangelizando?

Você conhece o seu evangelizando?
(Lucia Moyses – Educadora)

Tempos atrás recebemos uma carta de uma evangelizadora do interior do Nordeste, na qual
falava-nos das suas dificuldades com a tarefa da Evangelização. Pedia-nos, também, sugestão de
livros espíritas infantis e terminava solicitando-nos o envio da programação que utilizávamos, em
Niterói, com as nossas crianças.
Pedidos como esse último são muito comuns, principalmente por parte de evangelizadores
novatos. Ainda não tiveram tempo para perceber que o que funciona para um determinado grupo
de crianças ou jovens, pode não funcionar para outro.
Foi observando esse fenômeno que os psicólogos da aprendizagem chegaram à conclusão de
que o conteúdo e a forma de ensinar devem se adequar aos alunos. E essa adequação só se faz
quando se conhece o contexto em que se realiza o processo de ensino –aprendizagem.
Por isso é que se diz que quem evangeliza precisa conhecer, e bem, o evangelizando. Tudo
influencia na aprendizagem: a idade, o nível de escolaridade, o nível sócio-econômico, o tipo de
família (sua estrutura, sua forma de encarar a Evangelização, o Espiritismo), isso, sem contar com
a bagagem espiritual que cada um traz.
Estudiosos dos processos de aprendizagem consideram tão importante se conhecer o alunos
que chegam mesmo a afirmar que só há verdadeira aprendizagem quando se toma como ponto
de partida aquilo que o aprendiz já conhece. E essa afirmativa vale também para o adulto. Você,
por exemplo, quando encontra alguém que começa a explicar um assunto novo usando palavras
desconhecidas, também não fica sem entender direito aquilo que foi explicado? Agora, imagine a
criança!
Às vezes o problema não consiste nas palavras, mas no significado que o aluno lhes atribui.
Pode acontecer de você as estar empregando pensando em uma coisa e os alunos estarem
pensando em outra. Uma situação que ilustra bem esse fato relaciona-se com a idéia de
“revelação”. Se você experimentar perguntar para as crianças o que é revelação, terá,
provavelmente como resposta que é “quando você leva o filme para fazer a fotografia”. Esse é o
significado mais presente no seu cotidiano para aquela palavra.
Outras vezes, o problema é a interpretação que ele dá ao que você fala. À medida que ele vai
ouvindo, vai elaborando o seu pensamento, e esse é fruto das suas vivências, das suas
observações. Desta forma, pode acontecer de haver uma grande distância entre o que você quis
dizer e o que foi apreendido. Vejamos um exemplo: o assunto da aula aborda a obediência; a
evangelizadora afirma, em tom conclusivo, que os pais devem “corrigir” os filhos. Se a criança é
espancada, ou se é submetida a atrocidades físicas ou ainda a fortes constrangimentos
psicológicos, ela pode achar que “corrigir” é isso, que seus responsáveis estão certos em
proceder daquele jeito. Assim, porque desconhecia a realidade das suas crianças, a
evangelizadora perdeu uma boa oportunidade de ajudá-las.
Trabalhar ignorando a realidade dos alunos pode, por vezes, ser desastroso, chegando mesmo
a provocar-lhes dores e sofrimentos desnecessários. Nas nossas trocas de experiências com
evangelizadores, já vimos muitos deles se darem conta disso, ainda que tardiamente.
Exemplificaremos com um caso que nos foi narrado. Certa evangelizadora, abordando o tema
“família”, fez cartazes e trabalhou o tempo todo considerando apenas a família dita “bem
estruturada”. Aquela em que há pai, mãe e filhos; o pai trabalha fora; sai de casa de terno e
gravata, com uma pasta na mão; os filhos têm seu próprio quarto, com uma cama, mesinha de
cabeceira, etc; a família se reúne, à noite, à hora de jantar em torno da mesa e todos conversam.
Não é difícil se perceber tratar-se de um modelo ideal de família de classe média. Acontece que
turma da referida evangelizadora criança alguma tinha uma família como aquela. Havia crianças
pobres, filhas de pais desempregados, filhas de mães solteiras ou de mães abandonadas pelos
maridos; crianças criadas pelos avós, ou que tinham padrasto. Ninguém ali se enquadrava nos
moldes apresentados. É muito provável que naquela dia as crianças tenham voltado para a casa
com a sensação de que havia algo de muito errado com elas, sentindo-se envergonhadas ou,
quem sabe, até mesmo culpadas por uma situação na qual elas eram apenas vítimas.
Para evitar tudo isso, e tentar aprimorar o ensino, o melhor caminho é você conhecer todos os
seu evangelizandos. Procure saber como vivem, conheça suas histórias de vida, seus sonhos,
seus temores... Uma boa forma de consegui-lo é manter, durante suas aulas, um diálogo aberto.
Faça perguntas, peça que contem sobre eles próprios. À medida em que for ensinando, conte
casos, traga histórias e vá proporcionando chances para que eles se comparem com os
personagens trazidos. Relatos são sempre bem-vindos.
Há ainda outras coisas que você pode fazer, como visita às casas dos evangelizandos,
passeios com a presença de alguns pais e reuniões de confraternização com a família. Se são
filhos de trabalhadores da Casa, é ainda mais fácil: aproxime-se dos pais e converse sobre seus
filhos.
Conheça-os melhor e, em pouco tempo, passará a vê-los como filhos do seu coração.

21/06/2012

O QUE É EDUCAÇÃO ESPÍRITA?

Material Didático para Evangelizadores


"Uma criança educada espiritualmente - Será um adulto que irá elevar-se rumo à felicidade futura"
1. CONCEITO
O que é feito na área da infância e juventude sob o nome de Educação Espírita é a divulgação do conhecimento espírita e os ensinos morais dada por Jesus, que foi apontado pelos Espíritos Superiores, que trabalharam na codificação, como um modelo de perfeição para toda a Humanidade.
Como a preocupação não é apenas com o repasse de conhecimentos, mas principalmente com a formação moral e, como a formação moral está baseada no Evangelho, pareceu mais apropriada a denominação de Evangelização Espírita, pois compreende exatamente o que ocorre durante oo nosso reuniões do grupo.

2. OBJETIVOS:
a) Promover a integração do aluno: consigo mesmo, com Deus e com os outros;

b) Proporcionar ao aluno o estudo: a lei natural que rege o universo, a natureza, origem e destino dos espíritos, bem como sua relação com o mundo corpóreo.

c) Oferecer aos alunos a oportunidade de entender-se como: um herdeiro ser integral, crítico, participativo, de si mesmo, cidadão do universo, o agente da transformação do seu meio ambiente, para a perfeição um todo pode alcançar.
3. ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO
O Espiritismo é um conjunto eminentemente racional do conhecimento, e possui fortes recursos para iluminar a educação com uma filosofia que transcende todas as necessidades materiais imediatas, que transcende todas as fronteiras, que revela horizontes mais amplos, que atende os interesses mais nobres, e que tem um ideal capaz de impulsionar o progresso real.
Do ponto de vista espírita, a educação começa antes do nascimento e continua após a morte do corpo físico.

"É através da educação, mais do que pela Instrução que a Humanidade será transformada."
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos

4. IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
O principal objetivo do Espírito para retornar a um corpo de uma criança é ser educado novamente. As impressões positivas do Espírito recebe durante a infância pode ser crucial para sua existência atual e até mesmo a vida futura. É por causa do estado semi-consciente do espírito encarnado no corpo de uma criança que suas barreiras mentais de defesa são neutralizados, assim é mais macio e mais receptiva, assim como mais flexível e aberto a todas as influências ...
Daí a importância da Educação Espírita, porque espiritualmente é educar as crianças para prepará-los para enfrentar todos os tempos e de todas as adversidades da vida, segundo os postulados do Evangelho. É a única maneira de cultivar no espírito da criança, desde o alvorecer da vida, a compreensão da prática de boas ações, a aquisição da moral e do conhecimento, de modo que ela possa alcançar o crepúsculo da sua existência física consciente de suas conquistas espirituais , Sabendo-se e colocando-se no universo como colaboradora da Divindade Suprema.
5. O CENTRO ESPÍRITA E A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS
A Educação Espírita para Crianças e Jovens é o melhor caminho para o Centro Espírita para realizar um dos objetivos principais Espiritismo: transformar a todos em bons seres humanos, porque a Educação Espírita para Crianças e Jovens é uma das primeiras atividades que servem como base para o moral de um Novo Mundo.
O Centro Espírita consciente de sua missão, deve envidar todos os esforços não só para a criação da Educação Espírita para Crianças e Jovens, mas também para o seu pleno funcionamento, considerando sua importância para a preparação moral das novas gerações e a preparação de futuros profissionais de o Centro Espírita e do Movimento Espírita.

6. PROGRAMA DE ENSINO
Um programa de ensino contendo evangélica moral é o elemento-chave utilizada na preparação de nossas aulas. Este conhecimento é apresentado aos alunos através de situações práticas da vida. A metodologia empregada tem como objetivo inspirar os alunos a refletir por si mesmos e para chegar a suas próprias conclusões a respeito dos assuntos estudados, pois essa é a única forma eficaz de promover a aprendizagem real.
O currículo utilizado durante as aulas de Educação Espírita tem seu conteúdo baseado na obra da Codificação Espírita e constitui um curso de Espiritismo, que se desenvolve durante o processo de Educação Espírita.

Fonte:. Curriculares para a Educação Espírita para Crianças e Jovens - Federação Espírita Brasileira /Educação segundo o Espiritismo, de Dora Incontri / Conceito e Filosofia da Educação - Federação Espírita Brasileira / Educação para o Espírito - Walter Oliveira Alves
Agradecimento à Cláudia Werdine


A CRIANÇA E O DESENHO LIVRE
Após a aula vem atividades!
Quando ministramos o desenho livre em nossas atividades estamos estimulando o desenvolvimento psíquico- emocional da criança.
É através do desenho livre que ela manifestará suas emoções.
Sugira um tema para o desenho e deixe a criatividade da criança trabalhar.
Elogie, moderadamente para estimular. Pergunte o que ela desenhou.
O respeito pelo desenho é muito importante!
Ali está gravado suas impressões emocionais.
O trabalho com desenho livre facilita na evangelização, pois através das formas e cores podemos sentir o estado vibratório da criança e assim, recolhendo informações pessoais para o preparo da próxima aula.
Se policie para nunca falar p.ex. - isso não é uma casa, uma casa é assim... Não faça o desenho para ela. deixa-a trabalhar.
Hoje vemos crianças, adolescentes jovens e adultos com dificuldades em desenhar. - Dizem não saber! Que seu desenho é feio... Um horror!
Supostamente foram reprimido em sua criatividade na infância.
Nosso dever é ajudar o desenvolvimento da criança, ajudando-a a crescer com segurança e com poder de decisões. Para que usem sabiamente o seu livre-arbítrio.
Sempre com orientação e não repressão.
ASSIM NÃO DÁ
Dar brindes a quem faz a tarefa corretamente ...
Muitos professores dão doces, figurinhas ou brinquedos a quem acerta uma atividade. Eles acreditam que o aluno vai associar o esforço em aprender ao prazer de receber o presente – e assim tomará gosto pelos estudos. Isso é um grande engano. Ao dar brindes a quem faz corretamente uma tarefa, você passa a mensagem de que todo o esforço merece uma gratificação material e esquece que a principal recompensa está no próprio ato de aprender – passar do patamar de desconhecimento para o de conhecimento.
Quem trabalha com crianças certamente já se deparou com um aluno feliz dizendo: “Quer ver? Eu já sei ler!” Esse orgulho em aprender deve ser a principal motivação da turma. Melhor do que premiar que acerta é valorizar o esforço de cada um. Elogie as conquistas, mas nunca tente comprar a garotada com presentes.
Para saber mais sobre o assunto em questão, confira O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem Telma Weisz/ Ana Sanches Ed. Ática
Elaine Saes

O EVANGELIZADOR ESPÍRITA POR CLÁUDIA WEDINE
A figura do evangelizador é de importância fundamental na Evangelização. Ele é o pólo de energia emuladora que criará o ambiente ideal para o trabalho. Suas palavras, seus gestos, seus pensamentos e sentimentos são extremamente importantes no processo educativo. Será ele que propiciará as atividades adequadas para que ocorra a interação da criança com o meio físico e espiritual, permitindo que ela vivencie as atividades, a fim de construir seu próprio futuro.
Para a execução desta tarefa de tão grande responsabilidade, os evangelizadores espíritas, cada vez mais conscientizados da importância do seu trabalho, estudam a Doutrina Espírita, aprofundando conhecimentos doutrinários; e se aperfeiçoam ou se preparam em técnicas de ensino, para melhor atender às exigências do processo ensino-aprendizagem.
Aliás, a única exigência, em termos de conhecimento, que se deve fazer em relação ao preparo daquele que se propõe evangelizar, é a do domínio prévio do Espiritismo. Quem não tiver este domínio não está em condições de atender aos objetivos da tarefa, ainda que possuidor de grande boa vontade. Esta é uma maneira de assegurar o cumprimento dos objetivos propostos para a Evangelização Espírita das novas gerações.
A falsa concepção de que o candidato a evangelizador, tendo boa vontade, dispensa os conhecimentos doutrinários tem causado muitos prejuízos à eficiência do trabalho.
Além do mais, a boa vontade se manifesta exatamente pelo esforço que o candidato faz para adquirir os conhecimentos que são indispensáveis ao seu ministério. Boa vontade de aprender, de se aprimorar, de enriquecer seus recursos pessoais (intelectuais e afetivos), esta sim, seria uma qualidade básica para outras aquisições que venha a conquistar.
Devemos ressaltar que não basta somente ser um profundo conhecedor do Espiritismo para ser um evangelizador, é preciso também um amor infinito, aliás, segundo Pestalozzi, o amor é o eterno fundamento da educação. O amor é condição sem a qual não se pode promover a Evangelização Espírita das novas gerações. Amor este que nos leva a trabalhar, diariamente, nossa reforma íntima, pois o evangelizador espírita deve ser aquele que, antes de falar, exemplifica; antes de teorizar, sente e antes de ser um educador, é um ser humano.
O amor pressupõe renúncia, dedicação, fé, perdão sincero, perseverança, entre outros sentimentos de igual valor, para que se concretize a obra de educação dele fundamentada.
Quando, como educadores, começamos a enumerar dificuldades, obstáculos instransponíveis, problemas pessoais e circunstâncias impeditivas à completa realização da nossa tarefa, significa que ainda não somos capazes de amar no sentido pleno desta palavra. Meditemos nisso!
“Caros Evangelizadores,
Fomos convocados a realizar uma obra específica no campo do bem, cujo Mestre e responsável maior pela sua execução coloca ao nosso alcance os recursos necessários, respeitando, porém, a nossa disposição de agir.
São poucos, por hora, os que dispõem à ação. Mas já aprendemos com Jesus a lição do fermento que á capaz de levedar a massa toda! Sejamos o fermento pela força da nossa convicção e da nossa certeza na excelência da tarefa a que nos propomos.
Outros se juntarão a nós, se dermos o exemplo da perseverança e da fidelidade aos princípios estabelecidos para este trabalho pelo Cristo de Deus. O nosso exemplo pode arrastar multidões pela força que lhe é intrínseca, pelos objetivos que norteiam a tarefa.
Quem caminha rumo à espiritualização, com certeza não caminha só, como também, em boa companhia. Quem não desiste no meio do caminho, encoraja os que o acompanham a prosseguir, colaborando para que a caravana não se enfraqueça e siga, unida, até o fim.
Perseverar no trabalho anônimo e produtivo que não recebe os aplausos do mundo, porque não fica na evidência social, é dar testemunho de alta compreensão dos planos de Jesus, relativos à nossa melhoria espiritual. A tarefa de evangelização da criança e do jovem é um desses trabalhos. Plantar, na mente e nos sentimentos da nova geração, a semente de uma sociedade altruísta é investir no futuro, com apreciáveis possibilidades de êxito.
Para tanto, necessita o evangelizador estar convencido da importância e do alcance do seu trabalho, condição sem a qual não terá forças suficientes para enfrentar os obstáculos de várias naturezas que comumente se antepõem às nobres realizações.
Fortificado no seu ideal, poderá o evangelizador cumprir tarefa sócio espiritual de grande valia e arrastar, com seu exemplo, aqueles que, embora ainda indecisos, se inclinam a seguir um bom modelo.”
(Cecília Rocha, Pelos Caminhos da Evangelização – FEB.)
Bibliografia:
Material IV Encontro de Evangelizadores – FEB
Pelos Caminhos da Evangelização − Cecília Rocha – FEB
Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil – FEB
O Livro dos Espíritos −Allan Kardec
A Educação segundo o Espiritismo – Dora Incontri
Entrevista com Divaldo Franco – A Importância da Evangelização – IDE

COMO NÃO PERDER A CALMA COM OS PEQUENOS? Tomar consciência de que, às vezes, nos falta auto-controle já é um grande passo. A raiva e a frustração podem se decorrentes de uma expectativa muito alta que criamos com base em uma concepção ideal de criança. Para lidar com os pequenos, precisamos conhecê-los e entender com pensam e agem em cada fase de desenvolvimento. Esse aprendizado nos faz perceber que as reações tidas como "irritantes" - empurrões, choro, desatenção, mordidas, gritos etc. - são inerentes à infância. A prática pedagógica fundamentada nesse saber permite que você organize um ambiente estimulante e realize intervenções construtivas, que vão lhe trazer mais segurança e tranquilidade para lidar com a turma. "É preciso deixar de lado o paradigma da criança perfeita a aceitá-la como é de verdade, e não como desejamos que seja."
COMO LIDAR COM ALUNOS QUE APRESENTAM ALTO GRAU DE ANSIEDADE? Existem muitas situações em que a ansiedade pode estar presente, antes de provas, na hora de formar grupos etc. Para planejar suas intervenções, observe em quais momentos os alunos ficam ansiosos e como isso se manifesta. Analise se a rotina de aula não está contribuindo para o problema ao deixá-los muito tempo sem fazer nada.Inclua todos no planejamento de atividades e projetos para que saibam as etapas com antecedência. Procure demonstrar empatia, usando linguagem descritiva "Percebo que você quer contar sua ideia, espere só mais um pouco. Assim que seu colega terminar, será sua vez".Com isso, você auxilia os mais ansiosos a identificarem seus sentimentos e, aos poucos, desenvolverem mecanismos de autocontrole. Por fim, evite rótulos e críticas, pois só pioram a situação.(Telma Vinha - prof. psicologia educacinal Unicamp)
O QUE FAZER QUANDO UM ALUNO ME XINGA E ME DESRESPEITA? Alguns alunos precisam de intervenção para aprender a se expressar com respeito. O ideal é que, em uma conversa privada, você coloque a ele o que sentiu. Ouça-o também e legitime os sentimentos dele. Diga ter entendido que ele esteja bravo, mas que há formas não ofensivas de se manifestar. Peça que o próprio estudante as aponte. Com isso, você mostra como resolver conflitos de maneira assertiva. Punições controlam o problema só por um tempo, pois não promovem a tomada de consciência das reais consequencias dos atos. Tirar pontos por comportamentos, uma atitude comum, é um uso abusivo do nosso poder e desvirtua o processo de avaliação, que deve contrar-se na aprendizagem. (Luciene Tognetta - grupo de estudo e pesquisa em educação moral da Unicamp)
INÍCIO DE ANO NA EVANGELIZAÇÃO
Boas Vindas - pequeno texto aos Pais ou Responsáveis.
Conversando com os Pais e Responsáveis -(Texto) Precisamos conhecer a criança para aprimorar sempre o nosso trabalho de evangelização.
Convocação e autorização para a frequências das aulas de "Catecismo Espírita"

TEXTOS
CURSOS
TEXTOS. ARTIGOS. APOSTILAS. LIVROS
fonte /www.ceeak.ch


-"QUERIDOS EVANGELIZADORES INCENTIVAR AS CRIANÇAS A FAZEREM PRECES ESPONTÂNEAS".

O Que é Evangelização Espírita Infantojuvenil?

[...] educar uma criança e um jovem à luz do Espiritismo
é semear luz pelos caminhos do futuro…
Vianna de Carvalho1

Evangelização Espírita Infantojuvenil é toda a atividade voltada ao estudo da Doutrina Espírita e à vivência do Evangelho de Jesus junto à criança e ao jovem.

Sua ação visa:

- promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus;

- proporcionar o estudo da lei natural que rege o Universo e da “natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal” (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Preâmbulo); e

- oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo à toda perfeição de que é suscetível. (Cecília Rocha e equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infantojuvenil. 4. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.)

Na Instituição Espírita, a atividade de Evangelização abrange as aulas de evangelização espírita, momento especial de convivência, aprendizado, reflexão, compartilhamento de experiências e construção de vínculos de amizade e de fraternidade entre as crianças e os jovens frequentadores.

A ação evangelizadora envolve, ainda, pais e familiares, convidando-os a participarem de grupos ou reuniões voltados ao estudo de temas relacionados à vida em família, fundamentados à luz da Doutrina Espírita.

A relevância da tarefa é destacada por vários benfeitores espirituais, dentre eles, Guillon Ribeiro2, ao afirmar que “é imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita”; e Vianna de Carvalho1, ao sintetizar que:

[...] à Evangelização Espírita Infantojuvenil cabe a indeclinável tarefa educacional de preparar os futuros cidadãos desde cedo, habilitando-os com as sublimes ferramentas do conhecimento e do amor para o desempenho dos compromissos que lhes cumprirá atender, edificando a nova sociedade do amanhã.


1Vianna de Carvalho (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 26 de fevereiro de 2007, em Miami, Fla. USA. Fonte: Apostila Entrevista com o Espírito Vianna de Carvalho, FEB, 30 anos da Campanha de Evangelização Espírita Infantojuvenil)
2Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)