http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/apresentacao.htmPrece inicial
O evangelizador deve levar para aula uma técnica de meditação. Temos como sugestão o modelo abaixo. Interessante que se utilize uma música suave de fundo.
Primeiro momento - meditação: Relaxe. Encontre a forma mais cômoda para sentar-se. Agora você é convidado a fechar seus olhos. Tente esquecer por um momento o que lhe rodeia, e se concentre apenas na minha voz. Sinta seu corpo. Suas pernas deixe-as relaxadas. Solte-as. Solte também seus braços, sinta as suas mãos, seus dedos. Livre-se de qualquer tensão. Imagine agora que uma luz vem lá de cima. Essa luz entra pela sua cabeça e se expande, iluminando todo o seu corpo. Ela é o divino fluxo de Deus. Por isso você se sente alegre, cheio de vontade, de disposição.
Está tudo escuro em sua volta. Na sua frente imagine agora que há uma porta. Nessa porta você vê uma luz. Aproxime-se dela aos poucos. Quando chegar na porta abra-a. Essa porta vai abrir os seus olhos para o mundo. Ao abrir, você está saindo da escuridão onde estava e vê um campo verdejante, florido e imenso. Você não pode ver o fim desse campo. Observe a natureza a sua volta.
Respire o ar do campo, respire fundo. Você está muito bem. Um bem-estar invade sua alma.
Abra os braços e sinta a brisa roçando o teu corpo. Você está se sentindo calmo, confiante, capaz e feliz.
Observe ao longe. Nesse campo há uma árvore alta. Seus galhos longos fazem uma sombra grande e agradável. Aproxime-se. Veja, há alguém ao lado dessa árvore. Aproxime-se dessa pessoa, não sinta medo. Ela percebeu sua presença e abriu seus braços para lhe receber. Ela olha no fundo dos seus olhos. Retribua esse olhar. Olhe bem no fundo dos olhos dessa pessoa. Veja e sinta nela um amigo. Um amigo que há muito tempo você desejava encontrar. Abrace-a agora. Ela não te disse nenhuma palavra, mas você sabe, você sente, que nela você pode confiar.
Agora vocês se sentam na grama. Você se sente muito leve, muito feliz. Tente se comunicar com essa pessoa. Você não precisa falar, ela pode ouvir os seus pensamentos. Pense agora no que você quer contar pra essa pessoa. Lembre-se de seus medos... seus problemas... suas dúvidas em relação a vida. Desabafe. Você é muito importante pra essa pessoa. Ela lhe quer muito bem e está disposta a lhe ajudar. Ela lhe escuta com atenção e amor. Você sente que é compreendido. Você pode contar qualquer coisa a essa pessoa, ela saberá guardar segredo. Você pode pedir auxílio e ela lhe ajudará. Abrace-a novamente, vocês precisam se despedir. Olhe para trás, lá está a porta de onde você veio. É preciso voltar agora. Caminhe em direção a porta. Continue sentindo a natureza, o vento batendo no seu rosto. Agradeça! Você encontrou alguém que está ao seu lado, é seu amigo, quer seu bem. Abra a porta. Você está no escuro outra vez. Sinta seu corpo, suas pernas, seus braços. Respire fundo, lentamente. Sinta-se novamente aqui, você está nesta sala, no Grupo Espírita. E quando eu contar até três, você abrirá os olhos. 1...2...3!
Segundo momento: após a técnica, esclarecemos que essa pessoa com quem se encontraram não é irreal. Ela é nosso anjo guardião, nosso mentor espiritual, e que mesmo se nós não o vejamos, ele está sempre a nos amparar, sempre ao nosso lado. Podemos sentir sua presença sempre que quisermos sua ajuda. E da mesma forma que nos encontramos com ele na meditação, podemos encontrá-lo em nossa casa, no momento de nossa prece. Os problemas e angústias que com ele dividimos na meditação, ele com certeza nos intuirá e ajudará a solucionar durante as nossas reuniões do grupo de jovens. Por isso, o grupo deve sentir-se acolhido, e seguro de poder expor suas dúvidas.
Terceiro momento: reunimos os jovens em duplas, para discutirem com o colega os conhecimentos que já tem acerca da doutrina, e também as dúvidas.
Quarto momento: no grande grupo, cada dupla expôs seus apontamentos. As dúvidas dos jovens devem ser temas das aulas seguintes. Em nosso grupo, percebemos que a maior dúvida é a respeito da existência de vida em outros planetas. Esse será o tema do próximo encontro.
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09/11/2012
Meditação
28/06/2012
HARMONIZAÇÃO - UM CAMINHO DA PAZ INTERIOR
Todos nós sabemos das dificuldades de aprender quando estamos tensos,
angustiados ou dominados por uma forte emoção. Ao contrário, nossas
possibilidades mentais parecem ampliar-se e, de fato ampliam-se, quando estamos
tranqüilos.
E´ importantíssimo que o coordenador dos encontros compreenda o fenômeno
emoção. O “Novo Dicionário Aurélio” assim define emoção: “reação intensa
e breve do organismo ao lance inesperado, a qual se acompanha de um estado
afetivo de conotação penosa ou agradável”. A emoção é, portanto, um estado
temporário de espírito. Tornando-se permanente, transforma-se em sentimento,
bom ou mau. Por exemplo: a raiva é uma emoção. Cultivada permanentemente
transforma-se no sentimento rancor ou ódio.
Tudo que atinge a emoção atinge o ser integralmente. As más emoções
geram distúrbios emocionais, físicos e espirituais. As boas emoções iluminam a
vida, beneficiam todo o ser. Para termos boa saúde física e mental, temos que
eliminar as emoções destrutivas e cultivar as emoções elevadas.
. Harmonização ao início da reunião
Os participantes, quaisquer que sejam suas idades, ao chegarem para a
reunião, podem trazer preocupações do cotidiano, ou mesmo estar com a mente
agitada por graves problemas ou emoções intensas, o que os impedirá de
centrarem sua atenção nas atividades. Essas tensões prejudicam também a saúde
física, emocional e espiritual que buscamos promover. E’ importante, assim, um
momento de harmonização, de aquietação das emoções.
A harmonização pode ser favorecida por alguns meios, como por exemplo, canto;
respiração ritmada; relaxamento muscular; ouvindo música
tranquilizadora; ou assistir à projeção de “slides” ou vídeo com uma seqüência
de imagens agradáveis e repousantes; estímulos auditivos como: barulho de água
correndo, canto de cigarras ou de pássaros. São alguns minutos de busca da
paz íntima, o que irá beneficiar todo o ser.
(Apostila Lar Fabiano de Cristo
Harmonização ao final da reunião
Este momento tem por objetivo proporcionar vivências de bem estar e paz
interior. Associamos a música, o relaxamento corporal e a respiração
ritmada. Podemos utilizar a técnica das imagens mentais (visualização)
para ajudar na eliminação de conflitos emocionais e sentimentos negativos,
procurando substítui-los por emoções mais felizes e harmoniosas, geralmente
relacionadas com o objetivo da reunião. Vamos detalhar os procedimentos.
1-Música
O coordenador, depois de explicar os objetivos, colocará música suave,
tranquilizadora (“New Age”, clássica ou religiosa, de preferência
instrumental). Todos ouvem em silêncio. Principalmente no trabalho com
crianças, pode-se variar os recursos sonoros, como, por exemplo, vibrar um
instrumento, diminuindo sua intensidade até que o som desapareça. Pedir que
ouçam atentamente.
Relaxamento
Sugerir que cada um procure sentar-se confortavelmente. Buscar o maior
relaxamento. Começar pela atenção a determinadas partes do corpo: testa,
olhos (de preferência cerrados), face, ombros, etc. descendo até os dedos dos
pés.
Com crianças pequenas, o relaxamento, o silêncio e a concentração
devem ser estimulados por meio de situações como: “fazer o silêncio para
ouvir o barulhinho das águas ou o canto dos pássaros” (gravado em fita),
“relaxar como um bonequinho mole, mas sentando-se com boa postura, bem
quieto, com os olhos fechados e sentindo-se bem”.
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Respiração
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na
respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco
e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma
renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
Visualização
A visualização pode ser usada para vários fins educativos e
terapêuticos. É uma técnica utilizada pela Psicologia Transpessoal para libertar conflitos e
facilitar o auto-encontro, ou seja, a sintonia com a própria consciência,
desvelando os verdadeiros valores do ser.
Podemos também imaginar uma tela à nossa frente. Cada um projetará a
imagem de uma paisagem agradável e repousante: um lago tranqüilo refletindo o
luar, uma praia onde se ouve a cadência das ondas do mar, um riacho, um bosque
florido etc.
Para os objetivos de nossas reuniões a visualização poderá ser orientada
pelo coordenador com palavras simples, adequadas ao nível do grupo com que se
trabalha. Podemos sugerir:
- Feche os olhos e sinta que você está num sereno mar azul; sinta que você está flutuando numa onda desse mar... está flutuando para cima e para baixo, suavemente, com toda a segurança... Escute o som do mar dentro de sua cabeça... o ritmo das ondas... tudo calmo e tranqüilo.
Agora o som está desaparecendo... e você está voltando com a onda, chegando à praia... e você abre os olhos, sentindo-se muito bem.
- Feche os olhos e sinta que você está num sereno mar azul; sinta que você está flutuando numa onda desse mar... está flutuando para cima e para baixo, suavemente, com toda a segurança... Escute o som do mar dentro de sua cabeça... o ritmo das ondas... tudo calmo e tranqüilo.
Agora o som está desaparecendo... e você está voltando com a onda, chegando à praia... e você abre os olhos, sentindo-se muito bem.
Durante a imagem criada na tela mental, deve-se procurar sentir a
harmonia desse ambiente, “enquanto se deixa penetrar pelas forças ignotas da
Natureza, facultando a sintonia com a Energia Divina, que se encontra em toda
parte” (Joanna de Ângelis).
A visualização pode ser usada para reprogramar a mente com novas idéias,
liberando conflitos. Orienta-nos Joanna de Ângelis em “Vida: Desafios e
Soluções”. (pg. 147 - 1ª edição):
“Quando estiver
estabelecido esse hábito deve-se visualizar um acontecimento agradável que se
encontra guardado no inconsciente, retirando-o dali pela memória ativa e
voltando a experimentá-lo de tal forma que se torna vívido e saudável,
proporcionando o mesmo bem-estar daquela oportunidade ora passada. Esse
expediente auxiliará a emoção a reviver cenas felizes, que estão sepultadas sob
os desencantos e problemas acumulados, que ora constituem carga emocional muito
desagradável e inquietadora. Com esse método fácil de reviver a felicidade,
pode-se visualizar, também, momentos desagradáveis, ocorrências más, que
deixaram resíduos ácidos e ressentimentos graves, desculpando o ofensor,
distendendo-lhe o perdão, retirando-o dos arquivos do inconsciente e liberando-se
para preencher o espaço com acontecimentos vitalizadores”
Quando trabalhamos com crianças pequenas precisamos primeiro prepará-las
com exercícios de quietude e silêncio, que só poderão ser obtidos se houver o
acordo de todos. O treino, então, precisa ser feito em situação lúdica para
tornar-se um desafio. Podemos usar alguns exercícios montessorianos:
*Com todos em silêncio, murmurar o
nome de duas crianças que, sem ruído, trocam de lugar enquanto os outros
permanecem imóveis.
*Correr de um lado para outro na
ponta dos pés, sem qualquer barulho, primeiro individualmente, depois em
pequenos grupos e, em seguida, todo o grupo.
*Trocar de lugar cadeiras dispostas
em círculo.
*Brincadeiras em que a criança
“congela” o movimento, (por exemplo: Estátua; dançar parando onde está quando a
música é suspensa).
Após essa
preparação iniciar os exercícios de visualização:
•Mostrar um objeto ou uma figura de um só elemento e pedir que
as crianças fechem os olhos e pensem firmemente no que viram. Exemplos: uma
vela acesa, uma flor, uma árvore frondosa.
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•Criar essa imagem mental, acrescentando detalhes, como:
- sentir o perfume
da flor;- ver galhos das árvores balançando ao vento;- acompanhar o percurso de
uma folha ao vento.
•Criar imagens mentais com mais de um elemento e com
movimento, como:
- borboletas voando sobre flores; aos
poucos vão pousando e tudo se aquieta.- um mar calmo e bonito formando pequenas
ondas; ouvir o barulho do mar.
Com as crianças maiores já podemos sugerir uma imagem com mais
elementos:
“Vamos sentar corretamente, fechar os olhos, ficar tranqüilos e
relaxados. Agora, respirem sentindo o ar entrar devagarinho pelo nariz... o ar
saindo... entrando... saindo bem devagar. Prestem atenção só à respiração.
Vamos imaginar que estamos sentados numa grama verde e macia, na sombra de uma
grande árvore... estamos cercados de flores perfumadas. Lá do alto descem
muitos raios de luz, que trazem saúde e paz... Cada raio de luz entra por
nossas cabeças e espalha-se por todo o nosso corpo... Você se sente muito
bem... muito feliz... com muita paz. Você guarda essa luz de saúde e paz.
Agora, volte com seu pensamento à nossa sala. Abra devagar os olhos”.
De preferência usar
música instrumental suave como fundo musical.
Ao término da experiência, estimular as crianças, cada uma por sua vez, a expressar o que sentiram.
Ao término da experiência, estimular as crianças, cada uma por sua vez, a expressar o que sentiram.
Observações importantes:
· O momento de harmonização não deve ultrapassar cinco minutos e bem
menor tempo com as crianças.
· Deve-se observar cuidadosamente as reações dos participantes às
imagens mentais sugeridas como, por exemplo, “sentir-se no alto de uma
montanha” pois podemos esbarrar em traumas passados, desta ou de outras
existências, os quais podem gerar profundas angústias. Observando-se qualquer
inquietação, chamar com serenidade o participante, tocá-lo suavemente,
perguntar se prefere fazer a experiência em outro momento. Nesses casos é se
preferível que cada um possa criar, na tela mental, a paisagem que lhe é mais
tranqüilizadora.
· E` importante que a harmonização não seja um momento forçado, mas
natural, prazeroso.
· A prece, que deve ser breve, quando feita após a visualização,
alcança níveis mais profundos do Ser . Acreditamos ser esse o momento ideal. Da
mesma forma as afirmativas de bem estar e paz.
· Nos grupos com
freqüência diária na UPI, esse exercício pode ser feito sempre à mesma hora
(inicio do dia, na rodinha, ou depois do repouso, no início das atividades da
tarde), o que favorecerá o condicionamento.
" A vida
foi-nos dada como um quadro a desenhar. Dentro do nosso livre-arbítrio
podemos deixar o quadro em branco pela futilidade dos nossos atos. Podemos
ainda, produzir um quadro mau ou somente medíocre, como podemos imprimir-lhe
uma obra-prima de graça e beleza. "
Paul Gibier (“Análise das Coisas” - FEB)
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