Aula: “Amai os vossos
inimigos.”
Turma: 1º Ciclo – Sala
Dr. Bezerra de Menezes
I – Acolhida e
Prece.
II –
Harmonização.
III.
Dinâmica.
IV.
Atividades
1) Explicar
aos Evangelizandos que o tema da aula é “Amai os vossos inimigos”. Jesus nos
ensinou que devemos amar os nossos inimigos e fazer bem aos que nos odeiam.
Também explicou que se alguém nos bater em uma face devermos oferecer a ougtra.
No AntigoTestamento
Moisés ensinara que devemos amar os amigos e odiar os inimigos. Também
estabelecera a chamada “Lei de Talião”, olho por olho, dente por dente, o que
significava que as pessoas poderiam “dar o troco” quando fossem atacadas, ou
seja, que quem fosse ofendido poderia parar com a mesma
moeda.
Nosso Mestre Jesus,
entretanto, veio dar cumprimento à vontade de Deus, nosso Pai, nos trazendo a
Lei do Amor. Ensinou-nos que violência gera violência, que a cada ação que
praticamos recebemos de volta uma reação, assim devemos amar os nossos inimigos,
pois quem nos faz mal está, na realidade, fazendo mal a si mesmo.
É verdade que ainda não
conseguimos sentir por uma pessoa que só nos trata mal o mesmo carinho que temos
pelos nossos pais, amigos e todos que nos tratam bem. Mas ao perdoar as ofensas
recebidas e desejarmos o bem a quem nos faz ou deseja o mal estaremos exercendo
a Lei do Amor e da Caridade, nos tornando seres melhores e contribuindo para a
evolução do nosso planeta.
Ao ensinar que devemos
dar a outra face Jesus não disse que devemos dar o nosso rosto para os outros
baterem. Ele usou de uma comparação para nos ensinar que diante de qualquer mal
que nos chegue devemos mostrar a face oposta, ou seja, o bem que existe naquela
situação.Vamos prestar muita atenção ao teatro que apresentaremos para entender
um pouquinho isso:
2)
Teatro de
Fantoches:
Personagens:
Orlando
Pedro
Professora
Amigos de
Pedro
Sr.
Onofre
Caminhando
apressado rumo à escola, Orlando encontrou um grupo de colegas com quem estava
tendo problemas. Sem motivo, desde algum tempo, Pedro tomara-se de antipatia por
ele e passara a tratá-lo mal em qualquer lugar onde
estivesse.
Por isso, vendo que o grupo se aproximava, Orlando
ficou preocupado.
E não deu outra. Passando por ele, Pedro jogou
a mochila de Orlando no chão, numa atitude provocadora, e depois se afastou
dando uma gargalhada.
Orlando, porém, não reagiu. Com
tranqüilidade, abaixou-se, apanhou a mochila, e continuou seu trajeto como se
nada tivesse acontecido.
Na escola, enquanto a professora
escrevia no quadro-negro, Pedro levantou-se de sua carteira e jogou todo o
material de Orlando no chão.
Ouvindo o barulho, a professora
virou-se. Pedro, já no seu lugar, ria disfarçadamente, acompanhado pelos demais
alunos.
— O que houve, Orlando? — perguntou ela ao ver os
cadernos e livros espalhados no chão.
Recolhendo o material, o
menino desculpou-se:
— Não foi nada, professora. Derrubei sem
querer.
E isso se repetia todos os dias. Pedro encontrava sempre
novas maneiras de agredir o colega: no jogo de futebol, na escola ou na
rua.
Orlando nunca reagia, o que deixava Pedro cada vez mais
irritado.
Certo dia, Orlando estava passeando no parque quando
viu Pedro e sua turma que vinham em sentido contrário. Tentou se esquivar, mas
não teve jeito. Eles o encurralaram de encontro a um
muro.
Orlando desceu da bicicleta, enquanto os garotos o
cercavam. Pedro aproximou-se com ar ameaçador.
— É agora que eu
lhe arrebento a cara, seu pirralho!
E assim dizendo, levantou os
punhos cerrados, prontos para espancar o outro. Orlando continuou olhando-o sem
dizer nada.
— Vamos, seu covarde! Lute!
Mas
Orlando continuou calado, embora lágrimas surgissem em seus
olhos.
A turma ria, incentivando Pedro que, cansado de esperar,
partiu para cima do menino.
Nisso, o Sr. Onofre, que lá passava,
viu o que estava acontecendo e correu para socorrer Orlando. O bando, assustado,
saiu correndo, mas ainda a tempo de ouvir o Sr. Onofre
perguntar:
— Sabe quem são aqueles meninos? Quer que os
siga?
Enxugando as lágrimas, o pequeno Orlando
respondeu:
— Não. Não foi nada. Eles não fizeram por mal.
Deixe-os ir embora, senhor.
Apesar de admirado, o Sr. Onofre
respeitou a vontade de Orlando. E, depois de se certificar de que ele estava
bem, afastou-se, aconselhando-o a tomar cuidado porque a turma poderia
voltar.
Na tarde do dia seguinte, Orlando saíra para fazer uma
tarefa e viu Pedro que vinha de descendo a rua. Certamente estivera fazendo
compras para sua mãe, porque trazia uma sacola na mão.
De
súbito, tentando ajeitar melhor a sacola, Pedro não viu um buraco no asfalto.
Desequilibrou-se e caiu sobre o meio-fio, batendo a cabeça na quina da calçada.
Um filete de sangue escorreu pela sua testa. Sentindo muita dor, Pedro
gemia.
Orlando aproximou-se, atencioso:
— Você
está bem? Quer ir para um hospital? Está ferido e precisa de
cuidados.
Surpreso ao ver quem o estava socorrendo, Pedro
respondeu meio sem jeito:
— Não foi nada. Foi só um
susto.
— Graças a Deus! Quer que o ajude a chegar em casa? —
perguntou Orlando, recolhendo os tomates e cenouras que estavam espalhados pelo
chão.
Pedro estava perplexo. Não entendia porque Orlando
mostrava-se tão bondoso com ele. Pensativo, ficou olhando para o garoto à sua
frente. Afinal, não se conteve:
— Orlando, você tem muitos
motivos para me detestar. Trato-o muito mal e não perco oportunidade de
desafiar, humilhar e diminuir você perante os colegas. Por que está me
ajudando?!...
— Porque aprendi que não se deve retribuir o mal
com o mal — respondeu o garoto com simplicidade.
Espantado com a
resposta do colega, Pedro falou:
— Agora entendo porque nunca
aceitou uma provocação. Mas com quem foi que aprendeu essas
coisas?
— Com Jesus. A professora da aula de Evangelização
Infantil, do Centro Espírita que frequento, falou sobre esse assunto outro dia.
Jesus ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Que se alguém nos bater
numa face, devemos apresentar a outra. E, mais do que isso, que devemos amar,
não apenas os nossos amigos, mas também os inimigos. É
isso.
Calado, Pedro ouviu as explicações de Orlando. Na verdade,
naquele momento se deu conta de que nunca havia conversado com ele, e não sabia
como era, nem o que pensava. Agora, ouvindo-o, percebeu que Orlando era
diferente dos outros colegas, mais consciente e responsável, apesar da pouca
idade.
Pedro sentiu, naquele instante, que o rancor e a
animosidade tinham desaparecido do seu coração.
— Obrigado! —
disse simplesmente, afastando-se.
No domingo, ao chegar ao
Centro, Orlando teve uma grata surpresa.
Lá estava Pedro, todo
sorridente, embora um pouco encabulado, para também participar da aula de
evangelização.
Tia
Célia
3)
Conversar sobre o conteúdo da
explicação do tema e do Teatro.
4) Jogo de Memória do Amor – Ampliar os quadradinhos
abaixo, recortá-los, colá-los em uma cartolina, embaralhá-los e colocá-los em
cima da mesa, virados para baixo. Cada Evangelizando deverá virar duas cartas,
formando os pares, como em um jogo de memória
comum.
|
Onde todos atirarem
pedras
|
Ofereça uma
flor
|
|
Quando alguém estiver
indo pelo caminho errado
|
Mostre o caminho
certo
|
|
Quando tudo
estiver na escuridão
|
Acenda você uma luz,
iluminando a escuridão
|
|
Quando a terra dos
corações
estiver
seca
|
Que seja você a
regá-la
|
|
Quando alguém
estiver chorando
|
Seja você fonte de
consolo
|
Um dia um homem
especial nasceu na Itália, em uma região da Úmbria, chamada Assis.
Ele
ficou conhecido como Francisco de Assis, pois foi em Assis que ele
nasceu.
Aquele homem era muito especial, porque entendeu em seu coração o
que Jesus pretendeu dizer quando falou sobre oferecer a outra face.
Sua
vida foi um hino de paz, e sua oração ficou imortalizada nas páginas da
história, como a Oração de São Francisco de Assis. Vamos cantá-la com muito
amor:
5) Pedir aos Evangelizandos que dividam a oração de São
Francisco entre si, e, baseando-se no jogo da memória, façam desenhos
evidenciando o "dar a outra face" - mostrando que devemos levar amor onde houver
ódio, perdão onde houver ofensa e assim por diante. Juntar os quadros feitos e
montar um lindo painel que deverá ficar exposto.
Subsídios para o
Evangelizador:
Quando falou que se
alguém nos batesse numa face, deveríamos oferecer a outra, expressou um
grandioso ensinamento que, se levado em conta, teríamos a solução para todas as
situações desagradáveis que surgissem em nossa vida.
Oferecer a outra
face não quer dizer dar o rosto para bater. É uma metáfora que sugere que se a
situação nos chega de forma desagradável, devemos mostrar a face
oposta.
Dar a outra face é mudar a paisagem, é uma ação positiva diante
de uma negativa.
Assim, quando todos atiram pedras, ofereça uma
flor.
Quando todos caminham para o lado errado, mostre o passo
certo.
Se tudo estiver escuro, se nada puder ser visto, acenda você uma
luz, ilumine as trevas com uma pequena lâmpada.
Quando todos estiverem
chorando, dê o primeiro sorriso; não com lábios sorridentes, mas com um coração
que compreenda, com braços que confortem.
Quando ninguém souber coisa
alguma, e você souber um pouquinho, ensine, começando por aprender,
corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado, mostre-lhe a
face do conforto.
Se encontrar alguém em desespero, acene com a
esperança, mesmo que isso seja um desafio para você mesmo.
Quando a terra
dos corações estiver seca, que sua mão possa regá-las.
Quando a flor do
afeto estiver sufocada pelos espinhos da incompreensão, que sua mão saiba
arrancar a praga, afagar a pétala, acariciar a flor.
Onde haja portas
fechadas para o entendimento, leve a chave da concórdia e da
compreensão.
Onde o vento sopra, frio, enregelando corações, que o calor
de sua alma seja proteção e abrigo.
Se alguém caminha sem rumo,
mostre-lhe as pegadas que conduzem a um porto seguro.
Onde a crítica
azeda for o assunto principal, ofereça uma palavra de otimismo, um raio de
esperança, uma luz que rompe as trevas e clareia o ambiente
mental.
Quando todos parecerem perdidos, mostre o caminho de
volta.
Quando a face da solidão se mostrar como única alternativa na vida
de alguém, seja uma presença que conforta, ainda que uma presença
silenciosa.
Onde o manto escuro da morte se apresenta como um beco sem
saída, fale da vida exuberante que aguarda os seres que fazem a passagem pela
porta estreita do túmulo.
Seja você a oferecer a face sorridente e
otimista da vida, onde a tristeza e o pessimismo marcam presença.
Pense
nisso!
Num dia, que não vai muito distante, um homem especial nasceu na
região da úmbria, na Itália.
Ele ficou conhecido como Francisco de Assis,
pois foi em Assis que ele nasceu.
Aquele homem singular sabia o que Jesus
pretendeu dizer quando falou sobre oferecer a outra face.
Sua vida foi um
hino de paz, e sua oração ficou imortalizada nas páginas da história, como a
oração de Francisco de Assis.
Ele pede ao senhor: "faze de mim um
instrumento da tua paz".
Onde houver ódio, faze que eu leve o
amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver
discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a
fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver
desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a
alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Eis um homem que
foi um verdadeiro instrumento da
paz.
IV. Prece
Final.