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29/01/2013

CARNAVAL- VISÃO ESPIRITA




A DOR DE CABEÇA
Sérgio Murilo chegou a casa, depois do baile carnavalesco.
Excitado.
Tomou o pijama e caminhou para o banheiro.
Chovia…
A garoa fria entrava pelo basculante aberto.
Trancou-se.
Queria água quente e acendeu o gás.
Enquanto esperava mais calor, tomou o lança-perfume e passou a sonhar,
sonhar…
Sim, era casada…
Confessara que tinha o esposo e dois filhinhos, mas beijara-o loucamente,
freneticamente.
Levara-a de carro até à residência e, no dia seguinte, terça-feira gorda, seria o
encontro real.
Zélia! E a jovem senhora fantasiada encheu-lhe a imaginação…
— Amanhã, amanhã!… — dizia baixinho, aspirando o éter.
Nisso, lembrou Sônia, a outra.
Sim, era casada igualmente.
Recordava-se!
Quando lhe dissera que não podia continuar, ela havia ficado em desespero.
E ingerira formicida em alta dose.
Quem poderia acreditar?
Todos diziam que Sônia tinha outros.
Outros e o marido… Leandro, o corredor.
Revia, agora, Leandro em pensamento…
O infeliz marido de Sônia enlouquecera, após a morte dela, e sofrera um
colapso quando em tratamento, no hospício.
Leandro… e sorriu, a sós…
A mãezinha de Sérgio, senhora espírita, que não lhe conhecia as aventuras,
dissera-lhe, certa vez: “Meu filho, não sei o que se passa, mas soube que
você está sendo seguido por um homem desencarnado, em atitudes
vingadoras… soube disso, em sessão, através do nosso benfeitor espiritual,
quando perguntei por sua dor de cabeça… nada mais soube senão que se
chama Leandro… Penso tratar-se de algum inimigo de outras existências!
…”
— Pobre mãe! — pensava Sérgio — “outras existências”, boa saída!
Certamente o médium conhecia-lhe o caso e enganava a pobre velha.
Isso fora no ano passado.
Leandro estava morto, coberto de terra.
A realidade era só isso.
E a realidade, agora, não era Sônia, mas Zélia…
— “Amanhã”, repetia enlevado.
Mas voltava a imagem de Leandro…
Por que pensar em Leandro, quando queria Zélia?
Buscava Zélia, tentava reter a figura de Zélia, esperava Zélia, mas o reflexo de
Leandro crescia sempre…
Parecia tê-lo perto, segurando-lhe a bisnaga ao pé do nariz… Coisa estranha!.
Enorme lassidão passou a invadir-lhe o corpo.
Lembrou-se do gás, mas não se pôde mexer.
Sim, via agora Leandro…
Leandro estava à frente dele e gargalhava.
Leandro, louco…
Estava morto ou vivo?
— Amanhã nem Sônia, nem Zélia… Você estará comigo! comigo!… —
gritava-lhe a sombra…
Na manhã seguinte, falava-se em suicídio na vizinhança.
E, ao choro de uma velhinha, grande rabecão removeu um cadáver para o
necrotério.

Hilário Silva
(Psicografia de Francisco C. Xavier)
 
Postado por Lu Beheraborde

Carnaval na visão espírita 1

Carnaval e outras festas - Juventude

Prece inicial

Primeiro momento - sugestões de técnicas:

1 - Distribuir aos evangelizandos diferentes papéis coloridos (de celofane ou outro material transparente), com diferentes tonalidades. Pedir que andem pela sala com papel escuro na frente dos olhos, colocar uma música pesada, com ritmo como o de rock pesado. As crianças devem observar os objetos e prestar atenção no que vêem e sentem. Depois pedir que façam o mesmo, mas com um papel de cor clara, e colocar uma música suave, orquestrada.

Sugestões de perguntas:

O que eles sentiram e viram com cada experiência? Explicar que assim como eles sentiram a diferença da música e da cor que os acompanhava enquanto percebiam a sala, cada pessoa está imersa em vibrações, está rodeado de energias, como um peixe em um aquário (a água seriam as vibrações a que estamos sujeitos). Lembrar que os bons e os maus pensamentos influenciam e que influenciamos pelos pensamentos que emitimos e pelas atitudes que temos, bem como somos influenciados pelos pensamentos e ações dos que conosco convivem.

Que tipo de vibração/energia há na sala naquele momento? Depois das respostas das crianças, complementar (se necessário) que o ambiente (como todos os outros lugares) tem a soma da vibração e da energia de todos os que ali estão, encarnados e desencarnados.

Que tipo de influência (pensamentos e ações) há em um lugar onde existe muita bebida alcoólica, drogas e desrespeito? Um lugar onde todo mundo se pisa, se empurra e só pensa em si e em se divertir ao máximo?

Que tipo de espíritos vão a lugares em que o objetivo é sambar, dançar até a exaustão (até não agüentar mais), beber muito e depois contar aos outros o que fez (quando lembra)?

Quais são os reais propósitos de quem vai pular o Carnaval? Ir porque todo mundo vai?

Quais os motivos que levam alguém a ter atitudes impensadas durante o Carnaval, se não as tem no resto do ano? Qual o motivo de beber até cair, se vestir de mulher, dançar até cansar? É construtivo? Essas atitudes trazem coisas boas para nossa vida?

O que é extravasar?No dicionário, extravasar é derramar, fazer transbordar, sair fora dos limites. Há outras maneiras mais inteligentes e mais saudáveis de aproveitar o feriado, como o repouso, a leitura, a brincadeira sadia com os amigos, a visita a familiares e amigos, conviver em família, estreitando os laços de carinho...

Lembrar que podemos escolher que tipo de música queremos ouvir. E ao escolher a música, escolhemos também as companhias espirituais (que tipo de espíritos nos acompanham ao ouvirmos uma música que fala de sensualidade, vícios, que não acrescenta nada de útil a nossa vida, ou cuja letra não entendemos e faz tanto barulho que até dá dor de cabeça? O evangelizador deverá esclarecer sobre alguma música que possa ser citada pelos evangelizandos, levando-os a reflexão. Comentar também que se vamos a um lugar com música agitada, como um baile de Carnaval, uma boate ou uma festa, temos que estar atentos às nossas companhias encarnadas e desencarnadas, aos pensamentos que temos e às nossas atitudes, pois influenciamos e somos influenciados. Além disso, ressaltar (é muito importante) que a escolha de onde ir, o que beber e o que fazer é de cada um, assim como a responsabilidade pelas conseqüências.

2 - Distribuir o criptograma abaixo para os evangelizandos descobrirem a frase.

Após os evangelizandos descobrirem a frase, escrevê-la no quadro dividindo-a em duas partes. Conversar sobre o significado de cada frase, citando exemplos.

Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas me convém.

Deus nos deu o livre-arbítrio, ou seja, podemos fazer o que quisermos e pensar com liberdade. Porém, devemos ter consciência de que nem tudo o que existe (ou nos oferecem) é bom para nós. Citar como exemplo de coisas negativas as drogas, a bebida, os jogos de guerra, os pensamentos pessimistas; exemplificar também atitudes e pensamentos positivos: uma música suave, a companhia dos amigos, a prática de esportes saudáveis.

Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas me edificam.

Edificar é construir, neste caso seria a construção do ser imortal, com valores éticos e morais. Existem coisas, atitudes e pensamentos que não favorecem a nossa evolução espiritual, moral e intelectual. Mas cabe a cada um fazer suas próprias escolhas. Ninguém escolhe pelo outro, cada um é responsável pelas escolhas que faz todos os dias.

Concluir que temos o livre-arbítrio para escolher, lembrando sempre que somos responsáveis pelas nossas escolhas. Que quando os nossos pais disserem que não podemos ir a tal lugar, com certeza é para o nosso bem, pois eles nos amam e querem o melhor para nós. À medida que formos crescendo em idade e espiritualmente, vamos compreendendo que selecionamos os lugares para freqüentarmos conforme a nossa sintonia espiritual e evolução.

3 - Para crianças menores pode-se contar uma história que fale sobre a paz, Lei de Causa e Efeito, infância. Neste site há muitas histórias que podem ser utilizadas. O objetivo é mostrar à criança a importância de se desenvolver valores positivos, a sintonia com o anjo guardião, bem como a influência dos espíritos em nossa vida. Lembrar que o propósito do lugar que freqüentamos determina as companhias encarnadas e desencarnadas, pois cada lugar também é freqüentado por espíritos desencarnados que se ligam ao local e as pessoas através das energias do ambiente. Ex.: um templo religioso, um centro espírita, uma boate, um baile de carnaval.



Extraído:http://lubeheraborde.blogspot.com.br/


17/07/2012

Como aproximar os adolescentes a Casa Espírita

Como aproximar os adolescentes da casa espírita.



Queridos pais e amigos,
Uma das dificuldades que temos no centro é manter os adolescentes dentro da nossa casa. Como comentamos no boletim anterior, na fase da adolescência os filhos colocam em cheque todos os aprendizados adquiridos ao longo dos anos pelos seus pais. Isso também se aplica aos evangelizadores!
Algumas idéias que temos para trabalho é desenvolver a arte tanto com os pequenos como com os adolescentes. A arte é uma forma de expressão que vem de Deus.
Algumas formas de arte que queremos desenvolver mais durante o nosso trabalho são: Teatro, Música, Dança, Pintura e Poesia.
O teatro, por exemplo, vem colaborar de forma incisiva na reforma íntima daqueles que o buscam como uma tarefa, porque auxilia no auto conhecimento. Ao perceber seus limites e potencialidades, analisar sua convivência com grupo, adaptar-se á disciplina, aquele que trabalha com a arte da representação vai se harmonizando cada vez mais com os propósitos cristãos. Os pais também podem se utilizar desses recursos para se aproximarem dos seus filhos.

Carolina von Scharten
Equipe de Evangelização Sir William Crookes Spiritist Society

25/06/2012

Reencontros (Historia para a juventude)

Rosamaria, estava cansada há quinze anos e não conseguia engravidar.
Quase todas as noites sonhava com uma menina em seus braços. aparentemente a criança deveria ter uns três anos de vidas.
Toda vez que esse sonho se repetia, pela manhã tentava lembrar de seu rosto e não conseguia, ficava muito triste com isso.
Suas amigas tinham interpretações diferentes para o seu sonho. Algumas delas achavam que era porque jamais teria um filho, por isso não conseguia ver o seu rosto. Outras achavam que era um aviso para ela adotar uma criança.
Rosamaria, entre tantas opinões, chegou a pensar muitas vezes na adoção, mas tinha muito medo de não achar a criança certa e depois não conseguir criá-la com o devido carinho. Era uma decisão muito difícil.
Passaram-se três anos e alguns meses do início daqueles sonhos, os quais continuaram se repetindo. Finalmente, depois de algum tempo, Rosamaria resolveu optar pela adoção. Começaria a procurar uma menina.
Assim o fez.

Visitou vários orfanatos, encontrou muitas meninas e meninos que poderiam ser adotados por ela, mas não sentiu por nenhum a atraçào que esperava. Um dia, visitando um orfanato fora da cidade onde morava, perguntou na portaria se havia alguma menica ali que ela pudesse adotar.
A irmã de caridade que dirigia aquela instituição, vendo o seu interesse de adoção, chamou-a em uma sala ao lado e disse-lhe:
- Minha irmã... Fico feliz ao ver pessoas como você que tiveram a coragem de vencer os preconceitos e optar pela adoçào. Com certeza será muito feliz quando encontrar a criança que procura. espro que seja uma das nossas.
Nós temos aqui algumas meninas como a senhora procura, mas devo avisá-la que uma delas, embora muitas pessoas quizessem adotá-la, se recusa aceitar. Afirma que está esperando sua mãe vir buscá-la. Diz que a conhece. Só que ela está aqui desde o dia em que nasceu, e sua mãe morreu no parto, o que torna impossível que ela realmente a conheça. Sabemos que isso é coisa de criança, logo passa, mas para nós tem sido um sérios problema. É uma menina muito inteligente. Estou avisando a senhora apenas para que nào se decepcione se porventura optar por ela.
- Muito obrigada. deve ter sido difícil para essas pessoas. Eu posso vê-las agora?
- Sim. Vamos.
Rosamaria, entrou na ala das meninas ...
Quase todas tinham entre dois e três anos, algumas brincavam na sala ampla e outras estavam nos berços.
Olhou uma por uma das que se divertiam, até brincou com elas, Mas ao se aproximar do berço d uma delas, seu coração disparou, a menina olhou firme para ela e perguntou:
- Porque demorou tanto para vir me buscar?
Muito emocionada, Rosamaria tomou-a em seus braços e, abraçadas, começaram a chorar. A irmã de caridade preocupada ao assitir a cena, aproximou-se das duas e tentando avisae Rosamaria perguntou à menina:
- Você não está esperando sua mãe vir buscar?
- Esta é minha mãe! Você não está vendo?
A irmã de caridade, tomada de forte emoção, teve que sentar-se e deixar as lágrimas correrem abundantes em seu rosto.

Fonte: Pedaço de Estrela - Nelson Moraes

Contos de Luz - Textos para juventude


LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER

Trabalhar o diálogo aberto.