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16/04/2013

O carvão e a camisa


O sentimento que vamos estudar hoje está presente no coração de muitas pessoas e, infelizmente, até no coração das crianças. Todos nós ficamos com raiva de vez em quando. Isso é normal. Mas o que devemos fazer quando temos este sentimento?
 
Certa vez o pequeno Zeca, de apenas 8 anos, entrou em casa após a aula, batendo forte os seus pés no chão da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver seu filho com aquela atitude, chama o menino para uma conversa:
- Meu filho, venha aqui um momento. Precisamos ter uma conversa séria.
Zequinha fecha os punhos e, dando socos no ar, disse ao pai:
- Olha, papai, eu estou com muita, mas muita raiva! O Juca não podia ter feito aquilo!
O pai de Zequinha escutou calmamente o filho que continuava a reclamar enquanto contava o que aconteceu:
- O Juquinha me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito que ele faça isso comigo. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai continua escutando tudo calado enquanto caminha até um armário perto da churrasqueira, onde estava guardado um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal, e Zequinha o acompanhou, falando da sua raiva. Zequinha olha seu pai abrindo o saco de carvão e fica ainda com mais raiva.
- Poxa vida, papai, estou desabafando a minha raiva e o senhor nem liga para meus sentimentos! Está me deixando com mais raiva ainda!
- Calma, Zequinha, isto que estou fazendo tem tudo a ver com o que você está sentindo!
Zequinha olha intrigado para o pai e pensa: “como um saco de carvão pode ter alguma coisa a ver com minha raiva pelo Juquinha?”
- Filho, faça de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um pensamento maldoso que você está tendo em relação a ele neste momento. De onde você está, quero que jogue todo o carvão do saco na camisa, até o ultimo pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
Zequinha achou aquela brincadeira divertida e logo encheu as mãos com pedaços de carvão e começou a atirá-los com toda a força, tentando acertar o máximo de pedaços possíveis naquela camisa branquinha. O varal estava longe do menino, e poucos pedaços acertavam o alvo. O tempo se passou e ele terminou a tarefa. O saco de carvão estava vazio, e a camisa borrada de carvão. O pai, que espiava tudo de longe, se aproximou dele e lhe perguntou:
- Filho, como você está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para Zequinha, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e com carinho fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
Zequinha acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Ele estava tão sujo de carvão que só conseguia enxergar seus dentes e olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, olhe pela janela. Veja a camisa que você acertou os pedaços de carvão. Ela quase não se sujou. Entretanto, olhe só para você! Está completamente sujo. Toda vez que sentimos raiva de alguém e começamos a lhe desejar o mal, estamos, na verdade, fazendo mal a nós mesmos.
- Então, papai, o carvão é a minha raiva e meus pensamentos ruins, e a camisa é o Juquinha?
- Sim, Zequinha, isso mesmo!
- Mas, a camisa, ou melhor, o Juquinha, ficou sujo também.
- Sim, filho. Ele também se sujou. A raiva que você sentiu dele também o atingiu, mas você se sujou muito mais. A raiva faz mal a quem sente e a quem recebe, mas se nos vingamos ou desejamos o mal, não nos sentiremos melhor por isso.
- Entendi, papai. Então vou controlar minha raiva e pedir a Jesus que a tire do meu coração.
- Fico orgulhoso pela sua decisão, Zequinha. Guarde em sua mente esta lição
.
APLICAÇÃO:
As crianças podem evitar que a raiva não provoque estragos em seu coraçãozinho ou no coração de outras pessoas. Temos que aprender maneiras saudáveis de controlá-la. Às vezes sentimos raiva de coisas ruins que acontecem à nossa volta e não podemos evitar:
· Raiva da injustiça
· Raiva de ver animaizinhos sendo maltratados
· Raiva por vermos uma briga ou discussão
· Raiva por vermos algo ruim acontecendo conosco ou com alguém que amamos.
Outras vezes sentimos um tipo de raiva que vou chamar de “raiva ruim”:
· Raiva que vem do ciúme
· Raiva que vem da inveja
· Raiva por alguém que não gostamos
· Raiva por não podermos fazer algo que queremos
· Raiva por não podermos ter algo que queremos
· Raiva por termos perdido alguma coisa
Esta raiva é muito pior, pois alimenta em nosso coração o ódio, a revolta e o sentimento de vingança. Muitas vezes, quando alimentamos o sentimento da raiva, acabamos brigando, discutindo, falando ou fazendo coisas feias e só pioramos as coisas. A única pessoa que pode nos ajudar a controlar a nossa raiva e a destruí-la é nosso Amigo Jesus. Ele prometeu nos dar a paz em meio às coisas ruins que acontecem no mundo.
Então, quando vocês sentirem raiva, peçam que Jesus tire este sentimento do seu coraçãozinho
Postado por Lu Beheraborde
 

Boas Atitudes

Objetivos: Transmitir às crianças que para se cultivar amizades e manter bons relacionamentos, tanto com quem já conhecemos, quanto com os que ainda vamos conhecer, é preciso procurar ser melhor, ter boas maneiras/boas atitudes ou se comportar de uma forma socialmente aceitável e respeitosa e sempre pensando/considerando os outros.

1° Momento: CARTILHA DE BOAS MANEIRAS – LEITURA COMPARTILHADA
- Realização da leitura compartilhada da “Cartilha de boas maneiras”, nesse caso, confeccionada pelo evangelizador. Cada evangelizando receberá uma delas e os mesmos poderão levar para casa para consultarem sempre que sentirem vontade ou necessidade.

- O conteúdo da cartilha é recheado de imagens/cenas, que ilustram situações de boas atitudes/bons comportamentos, tais como: dizer sempre a verdade; pedir por favor, com licença e obrigado; cumprimentos (bom dia, boa tarde e boa noite); respeitar os colegas; ser organizado; pedir licença para falar; dicas de higiene pessoal; procurar ajudar a quem precisa (aos mais velhos e em casa, por exemplo); estudar; respeitar as filas; não brigar; não bater; não xingar; não machucar; não apelidar; não falar palavrões, entre outros.

- Durante esse momento deve-se estimular a criança a participar, a interagir, proporcionando situações em que a mesma possa contribuir com exemplos práticos do seu dia-a-dia. O evangelizador pode estar complementando em todo momento.

2° Momento: ATIVIDADE DE FIXAÇÃO - PINTURA

Objetivos: “O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu entendo”. (Confúcio, pensador e filósofo chinês) Assim, o objetivo dessa atividade é proporcionar às crianças outros meios, além do de ver e ouvir, que possam colaborar com a fixação dos aprendizados, já que nesse exercício os mesmos precisarão pensar sobre o assunto para selecionar imagens, isto é, separar as boas das más atitudes.

Material para Aplicação: Coleção colorida; lápis; cópias da atividade elaborada.

Procedimento: As crianças devem riscar com um “X” as imagens que representarem atitudes ruins e colorir as que representarem boas atitudes/bons comportamentos.
Postado por Lu Beheraborde


18/02/2013

Desculpe-me !


Vamos aprender uma historinha importante para praticarmos em nosso dia a dia?

Ela chama-se "Desculpe-me" e faz parte da coleção "Pequenas Lições, da Editora Soler".

É só clicar nas imagens seguindo a seqüência para abrir e ler as páginas do livro.














23/11/2012

Histórias Espíritas para crianças - História da Vovó 4 - A PRECE

Nesse capítulo a vovó ensina sua netinha o que é a prece, e como devemos fazê-la!

Histórias Espíritas para crianças - História da vovó 5 - O dia mais lindo da Terra

Esse livro conta a história do nascimento de Jesus, no dia mais lindo da Terra.
Uma iniciativa da Revista Auta de Souza. Se inscreva para receber nossos novos vídeos!

"O dia mais lindo da Terra"
Autora: Nísia Anália
Ilustrações: Hélio de Lima

Visite também:
www.revistaautadesouza.com
www.ocentroespirita.com
www.tvmundialdeespiritismo.com

11/09/2012

AMOR A FAMÍLIA -PAI E MÃE SÃO AQUELES QUE NOS AMAM





  • Um lar é feito de amor, indiferente de ser uma mansão ou um barraco.
Todos devemos colaborar em nosso lar: ajudando os pais e os irmãos, mantendo o ambiente feliz e saudável e aceitando a maneira de ser de cada um.
Lar é formado pelo amor que une os integrantes e não pelos laços de sangue.

HISTÓRIA – “DONA PATA CHOCA E A GALINHA CARIJÓ”

Dona Pata Choca e Dona Galinha Carijó estavam chocando seus ovos, muito felizes, porque em breve seriam mamães.
Um dia foram fazer um passeio e deixaram o ninho sozinho. Aconteceu que o Raposo “Engana a Todos” decidiu fazer uma brincadeira com elas. Sabe o que foi? Trocou os ovos.
Quando nasceram os filhos da Dona Galinha Carijó, ela ficou muito contente e logo foi contar a Dona Pata Choca:
- Sabe vizinha, meus pintinhos já nasceram. E são sete.
- Parabéns, disse Dona Pata Choca. – Em breve eu também terei novidades.
E o tempo foi passando.
Um dia Dona Galinha Carijó arrumou seus filhos para fazerem um passeio um piquenique no lago.
Quando eles passaram pela casa de Dona Pata Choca, viram que ela estava na porta com sua ninhada. Mal avistou a vizinha e foi logo dizendo:
- Olhe Dona Galinha Carijó, meus pintinhos já nasceram.
- Parabéns. Respondeu Dona Galinha. E virando-se para os seus filhos, ensinou:
- Cumprimentem pintinhos, digam piu-piu.
Mas em vez de dizer piu-piu, eles disseram quá-quá.
Dona Galinha Carijó ficou muito admirada dos seus filhotes falarem outra fala e pensou: “Parece mentira, mas não entendo a fala dessas crianças!”
Dona Pata Choca olhou para os filhos de Dona Galinha Carijó e achou que eles eram muito mais bonitinhos que seus filhotes. Depois pensou: “Embora os filhos de Dona Galinha Carijó sejam lindos, com suas patinhas curtas e seus biquinhos arredondados, os meus também são lindos. O que acho estranho é o pezinho.”
E Dona Pata Choca foi logo aprontando os seus filhos:
- Bem filhos, aprontem-se para ir ao lago. Vocês vão ver que maravilha é nadar ou ficar boiando na água.
- Vamos, vamos – responderam todos. Mas em vez de dizerem o alegre quá-quá, adivinhem, disseram piu-piu.
- Vejam, pensou Dona Pata Choca – essas crianças de hoje. Vivem imitando os outros!
E seguiram para o lago. Os patinhos, desde cedo devem ser marinheiros.
E quando iam chegando ao lago, Dona Pata Choca ouviu os gritos:
- Socorro, socorro. Dona Pata Choca ouviu a voz de Dona Galinha Carijó e saiu correndo para ajudar. Dona Galinha estava fora da água assustada, enquanto seus filhos nadavam e brincavam tranqüilamente no lago, fazendo uma festa enorme.
Dona Pata logo viu que não havia perigo. Entrou no lado e trouxe as sete bolinhas amarelas para a margem dizendo:
- Que feio! Vocês não estão ouvindo sua mamãe chamar assustada?
E para acalmar a vizinha disse-lhe:
- Não se assuste, Dona Galinha Carijó, as crianças estavam apenas brincando. Parece até a minha ninhada. Era bem assim. E suspirou com saudade dos filhos que já haviam ido embora.
- Agora você vai ver os meus filhos como sabem nadar.
- Vamos, criançada, vamos todos nadar.
Mas seus filhos não tinham coragem de entrar na água e ficaram chorando na margem: piu-piu, piu.
Dona Pata Choca estava envergonhada e ia empurrando os seus filhos para o lago, quando ouviu os gritos do Raposo Engana a Todos que chegava correndo:
- Espere, espere… gritava. Não obrigue as crianças a nadar. Não são seus filhos… São da Dona Galinha Carijó. Eu troquei os ovos por brincadeira, estou arrependido.
- Dona Pata Choca olhou espantada àqueles que julgava serem seus filhos. Por isso que tinham medo de água, que faziam piu-piu em vez de quá-quá.
- Dona Galinha Carijó olhou chorosa para as sete bolinhas que a acompanhavam:
- Ah, era por isso que não tiveram medo da água.
- Que brincadeira de mau gosto!
O Raposo Engana a Todos estava mesmo arrependido.
- Sim… disse o raposo. Foi uma brincadeira perigosa. Eu não sabia o que estava fazendo. Nunca mais vou brincar assim. E agora, o que vou fazer?
- Mas Dona Galinha queria muito bem as sete bolinhas amarelas e Dona Pata Choca também gostava muito dos filhos que faziam piu-piu. Então resolveram não se separar deles.
- Então combinaram morar numa mesma casa e ficaram muito contentes, e as crianças aprenderam a amar as duas mães, que gostavam muito deles.



REFLEXÃO :
<!--[if !vml]--><!--[endif]-->

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->O que as mães devem fazer?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Devem trocar os filhos ou não?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Devem perdoar a raposa?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->O que seria honrar a vosso pai e a vossa mãe ?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->O que seria piedade filial ?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Cabe aos pais velhos e fracos serem os servidores de filhos jovens e fortes ?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Quando os pais estiverem velhos, como devemos agir ?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Quando éramos pequeninos como fomos tratados? E agora como retribuímos aos nossos pais ?

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Existem pais que não cumprem seus deveres, quem deve puni-los ?









Honrar a vosso pai e a vossa mãe é uma conseqüência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, porque não se pode amar o próximo sem amar pai e mãe; mas a palavra honrai encerra um dever a mais a seu respeito: da piedade filial. Deus quis mostrar com isso que, ao amor, é preciso acrescentar o respeito, as atenções, a submissão e a “ ceder” o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de um modo mais rigoroso ainda, tudo o que a caridade manda para com o próximo. Este dever se estende dever se estende naturalmente às pessoas que estão no lugar de pai e de mãe, e que tem tanto mais mérito quanto seu devotamento é menos obrigatório. Deus pune sempre, de maneira rigorosa, toda violação a esse mandamento.
Respeitar vosso pai e vossa mãe é assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância.





O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec
Capítulo XIV – Honra teu Pai e tua Mãe

NEFA 2004 - EVANGELIZAÇÃO

06/08/2012

O Menino e o Arco-íris



Lendo uma historinha ...

Toninho era um garoto que, embora não fosse rico, nada lhe faltava.
Tinha tudo! Pais amorosos, uma casa confortável, roupas bonitas e estudava numa boa escola.
Mas Toninho era um garoto que só conseguia ver da vida o que ela tinha de pior. Nas pessoas e nas coisas, procurava sempre o lado negativo.
Se um amiguinho se aproximasse após ter tomado um banho, de roupas limpas, cabelos penteados, ele olhava o outro dos pés à cabeça procurando algo para criticar: — Que sapatos mais feios!
Em casa, a comida era sempre feita com carinho pela mãe, ansiosa para agradá-lo. Ele provava e já franzia o nariz, exclamando:
— Está uma droga! Muito salgada!
A mãe ficava triste, porém nada podia fazer. Debalde procurava fazê-lo mudar de comportamento, ensinando-lhe que tudo tem seu lado bom e que era preciso enxergar a vida com outros olhos.
Contudo, Toninho não se modificava. Ao contrário, parecia que a cada dia ele estava ficando pior.
Ninguém gostava dele. Os colegas na escola evitavam sua presença, temendo suas críticas. E, com isso, ele foi ficando cada vez mais sozinho e mal-humorado.
Sua mãezinha, preocupada com ele, fazia sentidas preces a Jesus, rogando-lhe a ajudasse a modificá-lo. O que seria dele no futuro se continuasse assim? A vida lhe seria um fardo muito difícil de suportar.
Certo dia, porém, brincando no quintal, ao passar correndo por debaixo de uma árvore, Toninho não viu um galho e esbarrou violentamente nele. De imediato, sentiu uma dor terrível nos olhos, não conseguia abrir as pálpebras e lacrimejava muito.
A mãe levou-o ao médico. Examinando Toninho, o médico acalmou os receios da mãe, dizendo-lhe:
— Graças a Deus não foi nada grave. Os olhos foram arranhados levemente pelo galho. Todavia, há necessidade de manter repouso e ficar com os olhos vendados.
O médico colocou uma pomada, fez um curativo em cada olho, tampando-lhe completamente a visão, depois recomendou:
— Voltem dentro de dois dias.
Amparado pela mãe, Toninho saiu do consultório médico reclamando.
— Não se lamente, meu filho. Agradeça a Deus, pois você poderia ter ficado cego — considerou a mãezinha, paciente.
Aqueles dois dias foram um tormento para o menino. Chorou, se lastimou, bateu os pés no chão, fez birra, mas acabou se conformando. Afinal, o médico disse que se quisesse sarar, teria que ficar com os olhos vendados.
Naquele período aprendeu até a andar pela casa, embora trombando nos móveis; já conseguia saber se estava fazendo sol ou não, pelo calor no corpo; sentia o perfume das flores, a carícia do vento e tudo o que não se dava importância antes.
No final dos dois dias, estava mais tranqüilo e foi muito satisfeito que, à hora marcada, voltou ao médico.
Ao sair do consultório, após ter retirado os curativos, a emoção foi muito grande ao ver de novo a rua, as pessoas caminhando, os carros no trânsito, o céu, as árvores...
Toninho até chorou de felicidade.
Puxando-o pela mão, a mãe lhe disse:
— Vamos rápido, meu filho. Veja como o tempo está feio. Acho que não tarda a chover mais!
Toninho olhou para o alto, fitando o céu, cheio de nuvens escuras e sorriu, retrucando:
— Não acho que o céu esteja feio, mamãe. Acho até que está muito bonito! E veja o lindo arco-íris que surgiu entre as nuvens! Parece que ele está me saudando e dizendo: “Bem-vindo à vida, Toninho!”.
A mãe o olhou surpresa, ao notar a mudança que se operara nele, e Toninho explicou:
— Sabe, mamãe, estes dois dias me fizeram ver as coisas de outra maneira. Não poder enxergar, ver sempre tudo escuro é horrível, e fez-me dar valor ao que me cerca. Mais do que isso. Entendi que antes, mesmo tendo visão perfeita, na realidade eu enxergava menos do que um cego. Compreendo agora porque a senhora vivia tentando fazer-me mudar de comportamento. Vejo agora que tudo é belo na natureza, as pessoas, as coisas que nos cercam.
A mãe suspirou e, olhando para o Alto, intimamente agradeceu a Jesus a lição que seu filho tinha recebido.

TIA CÉLIA

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita
Autora: Célia Xavier Camargo
Agradecimento à Carolina Von Scharten

29/06/2012

A Vaquinha Malhada . . .

A vaquinha Malhada

Numa linda fazenda, os animais viviam felizes, convivendo em harmonia.
As galinhas, os patos e os perus ciscavam no terreiro, enquanto as ovelhas, os carneiros, os bois, as vacas, os cavalos e as éguas, aproveitavam o sol para pastar num belo campo, onde encontravam comida à vontade e água num regato cristalino.
Certo dia, uma das ovelhas ouviu o capataz dizer a um dos empregados:
— Logo o bezerrinho da vaca Malhada será vendido. Já veio um comprador que vai pagar alto preço por ele.
A ovelha não perdeu tempo e foi contar para a sua amiga Malhada:
— Malhada, sabe seu bezerrinho, o Belo?
— Sim. O que tem ele? — indagou a Malhada, ruminando.
— Vai ser vendido! Ouvi uma conversa entre o capataz e um empregado.
A Malhada quase se afogou com o que estava comendo:
— Não pode ser! O patrão é bom e não iria me separar do meu Belo!
Malhada ficou muito triste com a notícia. Aproximou-se da sua cria e não saiu mais de perto dela. Quando o empregado que cuidava dos animais chegou à cocheira, viu Malhada junto de Belo.
Ele quis retirar o bezerrinho de perto da mãe, mas Malhada
ergueu-se e o ameaçava mugindo, com cara de poucos amigos.
O empregado foi avisar o patrão que Malhada estava muito estranha. O dono da fazenda indagou se tinha acontecido alguma coisa e ele respondeu:
— Não, patrão. Essa reação da Malhada começou hoje, não sei por quê!
Intrigado, o patrão resolveu ir até as cocheiras para verificar por si mesmo. Susie, sua filha pequena, que gostava muito dos animais, resolveu acompanhar o pai. Lá chegando, foram até onde Malhada estava com sua cria.
O patrão aproximou-se e tentou encostar a mão em Belo, mas Malhada pôs-se a mugir, abaixando a cabeça como se fosse atacá-lo. Intrigado, ele afastou-se com cuidado.
Nem a pequena Susie, de quem Malhada gostava e que lhe fazia sempre um carinho especial, pôde se aproximar. A menina afastou-se, assustada.
— Papai! O que será que está acontecendo com nossa Malhada? Ela nunca foi assim!
— É verdade, minha filha. Não se aproxime mais dela! Não sabemos o que pode fazer!
A garota sentou-se num banco e ficou observando a vaquinha. Notou que ela não saía de perto do bezerrinho, preocupada com ele e comentou com o pai:
— Papai, aconteceu algo com Belo? Malhada está defendendo seu bezerro!
O pai pensou um pouco e respondeu:
— Não, filhinha. Não aconteceu nada.
Ele parou de falar e ficou pensando, depois comentou:
— A única coisa é que recebi uma excelente oferta por Belo, e penso em vendê-lo. Mas certamente não será por isso que a Malhada está brava!...
Susie fitou a vaca enquanto o pai estava falando e viu a reação dela, que se aproximou mais do bezerrinho como se tivesse entendido a conversa e quisesse protegê-lo.
— Papai, acho que o senhor se engana. De alguma forma, Malhada ficou sabendo que querem separá-la do Belo. Quer ver?
E chegando perto da vaca, a menina disse:
— Malhada, fique calma. Ninguém vai separar você do Belo, entendeu? Fique tranquila. Não permitirei que meu pai faça isso.
Assim falando, a menina se aproximou de Malhada e passou a mão em sua cabeça com carinho. A vaquinha virou os olhos para Susie e ela percebeu que Malhada estava mais calma.
— Não lhe disse, papai? Agora venha, aproxime-se dela e confirme o que eu disse.
O pai, perplexo, sem poder acreditar no que estava acontecendo, conversou com Malhada explicando-lhe que não venderia Belo, que não a separaria do seu bezerrinho. A vaca agora estava serena, como se tudo estivesse resolvido. Em seguida, Malhada ergueu-se e, afastando-se da cria, foi até o cocho, pondo-se a comer. Certamente estava com fome, pois não se afastara do seu bezerrinho nesse tempo todo.
— Está vendo, papai? Os animais entendem tudo o que a gente sente e fala. Por isso devemos respeitá-los. Eles são seres de Deus em evolução, como nós, e são nossos irmãos! — explicou Susie sorrindo, satisfeita com o resultado.
— Onde aprendeu isso, filha?!... — indagou o pai, perplexo.
— Na Escola de Evangelização no Centro Espírita, aonde vou com mamãe.
—Ah! Creio que vou ter que repensar a maneira de lidar com meus animais. Prometo estudar o assunto, minha filha.
A menina olhou para o pai e completou:
— Papai, não apenas com os animais. Com as plantas também!
— Quer dizer que as plantas também têm sensibilidade?!... — surpreso, perguntou o pai, abraçando sua pequena:
— Claro, papai!
— Está bem, filhinha! Reconheço que você é muito sabida para sua idade. Você e sua mãe ainda vão fazer-me frequentar essa Casa Espírita e estudar de novo. Pode apostar!
No fundo, ele estava contente. Ver sua pequena Susie tão inteligente e tão esperta o levara a refletir em assuntos pelos quais nunca se interessara até aquele momento.
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia-PR, em 9 de abril de 2012.)

25/06/2012

História: O Sapo e a Flor


Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais.
Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando!
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas...
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio!
- Que boca tão grande, que pele tão grossa...
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum.
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada.
- Que triste seria ser um sapo!!!
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava:
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta!
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule. Meu Deus, que faço agora?
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa...
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua.
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto:
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora!
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que?
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto.
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente.
- Você sabe que existem também outras formas de se falar?
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você.
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje.
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.
Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas.
E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar.....

Marlene B. Cerviglieri

PARA PINTAR:

21/06/2012

REENCARNAÇÃO- HISTORINHA

TROCANDO DE ROUPINHA

Julieta era uma menina muito curiosa. Vivia perguntando à mamãe sobre tudo.
- Mamãe, por que uns nascem ricos e outros pobres? Por que alguns são doentinhos e outros não?
- Vem comigo, Julieta – e levou a filha para perto do guarda-roupas.
- O que isso tem haver com as perguntas que eu fiz para a senhora?
- Vou lhe mostrar - disse Dona Edinalva, abrindo o armário.
E apontando para as roupas de Julieta que estavam dependuradas, começou a explicar:
- Se eu disser, filhinha, que vamos passear e o dia estiver muito frio, mas muito frio mesmo, o que você vai vestir?
- Eu visto alguma roupa bem quentinha
Dona Edinalva pegou então uma blusinha bem fresquinha de Julieta.
- Essa roupa aqui serve?
- Não, mamãe. Tem que ser roupa de frio...
Dona Edinalva pegou uma blusa de lã bem quentinha.
- Essa serve?
- Ah, sim! Essa serve se o tempo estiver bem frio.
Dona Edinalva pegou um vestido de festa de Julieta e perguntou:
- E essa, serve para nadar?
- Não, mamãe! Essa não!
Dona Edinalva pegou a roupa de banho de Julieta.
- E essa?
- Ah, sim! Essa serve para nadar...
Ainda com a roupa de banho na mão, ela perguntou:
- E se formos a um aniversário à noite, de uma de suas amiguinhas, essa roupa serve?
- Não, mamãe! Tem que ser essa... – disse Julieta pegando o vestidinho de festa que a mamãe tinha colocado no armário.
- Muito bem, filha! – disse a mamãe.
- Mas o que isso tem haver com as perguntas, mamãe?
- Ora minha filha, veja seu corpinho ali no espelho. Seus cabelinhos, seus olhinhos, seus bracinhos... Tudo isso é uma roupinha do espírito, sabia?
- Roupinha?
- Sim. Lembra lá nas aulinhas de Evangelização? Você aprendeu que nós somos todos espíritos e que o espírito nunca morre, não é?
- Pois é. E o corpo é a roupa que o espírito precisa vestir para encarnar. E cada corpinho é uma roupinha especial para as necessidades de cada pessoa. Do mesmo modo que você pode trocar a roupinha conforme o tempo e conforme a necessidade, o espírito troca de corpinho conforme precisa. Por isso é que tem tantas diferenças entre as pessoas: é por causa da necessidade de cada um.
- Mas mãe, algumas pessoas têm o corpinho doente. Isso é castigo de Deus, então?
- Não filhinha! É apenas o corpinho necessário ao aprendizado do espírito nesta encarnação. Com a reencarnação, o espírito troca de corpo, assim como você troca de roupa. Só porque ele tem o corpinho doente nesta vida, não quer dizer que vai ficar assim para sempre. Quando for necessário, ele trocará de corpinho!
- Nossa!
- E tem mais, filha. Essa roupinha, que é o corpo físico, é uma roupinha emprestada por Deus. Então, temos que cuidar muito bem dele. O que você acha quando alguém te pede emprestada alguma coisa e te devolve ela toda quebrada?
- Eu fico triste, mãe. Fica parecendo que a pessoa que pediu emprestado nem ligou! Não tem responsabilidade.
- Pois é! Por isso, temos que devolver o corpinho para Deus no melhor estado possível, não é?
- Então mamãe, um dia, eu também vou trocar de corpinho?
- Todos nós, querida. Todos nós aqui no plano físico, nascemos, vivemos, envelhecemos, desencarnamos, vamos para o plano espiritual e depois nascemos novamente em outro corpinho. É a reencarnação!