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26/02/2013

EDUCAÇÂO

Foto: EDUCAÇÂO


O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.

Disciplina excessiva, caminho de violência.
A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo nalma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.
Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.
Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.
A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.
Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.

 
André Luiz

por Francisco Cândido Xavier
da obra Espírito da Verdade


O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
...
Disciplina excessiva, caminho de violência.
A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo nalma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.
Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.
Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.
A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.
Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.


André Luiz

por Francisco Cândido Xavier
da obra Espírito da Verdade
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06/08/2012

Queridos irmãos!

Todos vocês se prepararam para realizar a evangelização das almas na Terra.
Nosso bondoso Pai enviará junto a cada um, um irmão mais experiente e dedicado, a fim de lhes auxiliar no cumprimento das suas tarefas.
O trabalho não será fácil e muito menos reconhecido pela maioria.
As forças inferiores tentarão desviá-los deste caminho abençoado, mas todos possuem dentro de si, a força necessária para vencê-las.
Mantenham a fé, através deste trabalho terão oportunidade de redimir-se de seus erros, ajudarão a acender as luzes das almas aflitas e os maiores beneficiados serão vocês.
Lembrem-se que as crianças com aparência angelical, são espíritos milenares, com muitos débitos, mas também com o germe da perfeição a ser desenvolvido e despertado pela dedicação de cada um.
Somente o amor poderá sensibilizar as crianças.
Elevem suas vibrações a fim de que o ambiente possa ser impregnado por nós de energias salutares e reconfortantes.
Caso contrário, as crianças não conseguirão sintonia, impedindo nossa intervenção.
Não desanimem! Procurem sempre a união! Quando precisarem de auxílio, estaremos em contato mais direto através da prece.
Utilizem este recurso valioso para se reestabelecerem de energias.
No momento oportuno serão convidados a evangelizar. Pensarão que foi ao acaso, mas aos poucos sentirão aflorar a preparação aqui realizada.
Quem é evangelizador já reencarna com esta incumbência.
Eu, assim como Nosso Pai, confio em vocês!
Sigam em frente! O trabalho os aguarda.
Fiquem em paz!


Texto: Liamara Nascimento - Voz: Jonas Demeneghi
Grupo Espírita Seara do Mestre

17/07/2012

Respondendo e Esclarecendo sobre a Prece

A prece deve ser dirigida a Jesus Cristo ou a Deus?

A prece, quando é anseio legítimo e impulso profundo da alma, vence as resistências naturais do envolvimento fluídico do globo e ascende a esferas altas, o quanto alcance, onde é recebida e analisada; e o atendimento se dará conforme o mérito e quando for julgado justo e não inconveniente ao progresso espiritual do solicitante; mas em todos os casos, sempre exite uma grande margem para a manifestação da misericórdia divina em benefício do necessitado.
Não importa, portanto, que seja dirigida a Deus, ou a deuses ou santos de outros credos.

Qual a diferença ente oração e prece?

Doutrinariamente há diferença entre oração e prece. A oração, entendida como prece pode, também ser uma prédica, um discurso, enquanto que prece é sempre uma ligação espiritual com o Alto ou com benfeitores espirituais.

Vibrações e preces são a mesma coisa?

Vibração, como doutrinariamente se define, é um ato mental e sentimental conjugados: o Espírito encarnado, pela ação da vontade, emite, através da mente, ondulações energéticas para benefício de determinada pessoa necessitada, em presença ou a distância. Nos casos de cura, por exemplo, a emissão é para socorrer doentes e necessitados em geral e, se for feita com amor e desejo firme de obter os resultados esperados, as ondulações vibratórias terão muito maior intensidade e os efeitos serão muito mais positivos.
Para isso, o Espírito doador movimenta os sentimentos que atingem o alvo na forma de calor e luminosidade, sendo os melhores possíveis, os resultados do atendimento.
Não confundir, porém, esse tipo de vibração com outra, material, mecânica como, por exemplo, a de uma cordea de violão que se distende e depois se solta fazendo vibrar o ar ambiente, produzindo som mais alto ou agudo, segundo a amplitude da distensão e a rapidez das oscilações da corda ao voltar a seu ponto de estabilidade anterior.
E quanto à prece, esta é também uma projeção mental e ao mesmo tempo um arroubo da alma, expressando um desejo, ou uma súplica que se dirige a poderes espirituais mais elevados e que, conforme sua intensidade e pureza, atinge regiões mais altas ou menos altas, na subida para sua meta.
Se a prece for simplesmente mecânica e não tiver vibração sentimental que baste, não conseguirá romper a massa escura e densa da atmosfera, não atingirá o alvo visado e não produzirá os efeitos que desejamos alcançar.

A Doutrina Espírita proíbe ajoelhar-se ao fazer prece?

Não há proibição mas, para fazer preces é indiferente a posição que se toma, os gestos que se fazem, porque a prece é um ato psíquico mental, não material.

Qual o valor das preces mortuárias?

Como o Espiritismo não tem ritos nem cerimônias, para a despedidad daqueles que se retiram da vida terrena, bastariam as vibrações e as preces em comum, caso desejem que sejam feitas. Mas estas terão valor muito relativo, porque o que vai ser de utilidade maior àquele que desencarne será a conduta que teve, os atos que praticou, a pureza dos sentimentos, não sendo necessário nem cabível a espíritas solicitar cerimônias mortuárias de outra religião, a não ser que desconheçam a Doutrina, ou sejam simples aderentes de superfície.
Que se pode tirar de utilidade em se fazer concentrações demoradas e preces mil vezes repetidas, mas em nada se vê alterar o procedimento?
Deus está em tudo, como um alento de vida, como o perfume em uma flor; tudo vê, tudo sente e tudo sabe. Nós somos uma partícula de Deus evoluindo na matéria e se, em nossas concentrações e preces, conseguirmos sintonizar com Ele, passaremos também a sentir e ver e saber muito mais além da nossa cegueira natural de seres encarnados e retardados.
A busca de Deus e a aproximação com Ele por meio da concentração e da prece, fugindo às neuroses e às maldades do mundo, somente nos engrandecem espiritualmente se formos sinceros, humildes e suficientemente penetrantes.
Tanto mais os seres humanos sintonizam com Deus, tanto mais capazes se tornarão de traduzir as Suas leis e interpretá-las aos semelhantes, agindo como mensageiros Seus, porta-vozes Seus.
Outra coisa a esclarecer é que a maior parte das preces visa pedir benefícios pessoais, ao invés de ter em vista sobretudo a comunhão com Ele e com nossos semelhantes em sentido universal.
E muitos fazem suas preces sem primeiramente limparem seu coração de suas maldades e suas mentes de seus pensamentos inferiores, muitas vezes maléficos ou egoístas. Que benefício esperam assim obter?
Edgard Armond, Respondendo e Esclarecendo – Editora Aliança

28/06/2012

5 dicas para uma aula melhor


Brasílio Neto


1 - Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe em volta, descubra o que pessoas nas mais diferentes profissões fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um “título”; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente ser um professor do tipo:

Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau. Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo. Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.

2 - Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem - quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa têm suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.

3 - No final das contas (e no começo também) As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconcientemente, eles respondem às seguintes questões:
  • - Quem é esse professor? Qual seu estilo?
  • - O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
  • - Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.

4 - Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora nates do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final - se isso.

Por isso, ukma das regras de ouro de uma boa aula é - simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito. Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre difereças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas... Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras:

“AM e FM.”

“Ahhh, entendi.”

Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavisar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente “espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.

5 - Ponha emoçãoCerto, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não presetar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de:
  • - 55% estímulos visuais - como você se parece, anda e gesticula;
  • - 38% estímulos vocais - como você fala, sua entonação e timbre;
  • - e apenas 7% de conteúdo verbal - o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante.

Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, onde videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga - apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes -tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.
+++++++++==================++++++++++++++++
Júlio Clebsch

Classes participativas não nascem prontas, mas são desenvolvidas. Eis algumas técnicas para você usar em sua classe:

1 – QUEM PERGUNTA QUER SABER
Fazer uma pergunta e esperar a resposta é uma das maneiras mais simples de se conseguir uma interação maior de seus alunos. Porém, no início pode ser difícil conseguir que alguém participe. Algumas vezes, será necessário sortear um aluno para responder. Após conseguir a primeira participação, esforce-se para manter o interesse de sua turma:
- Repita e certifique-se. Fale algo como: "então, o que você está dizendo é que..." a seguir, peça para o aluno desenvolver mais a idéia, se necessário, ou se alguém concorda ou discorda da afirmação.
- Dê a eles o controle. Se várias pessoas levantarem a mão concordando ou discordando da afirmação de um aluno, peça a ele para escolher quem fala a seguir, e assim sucessivamente. Isso diminui o receio a participação, uma vez que eles estarão falando diretamente com um colega, e não com o professor.
- Elogie quando necessário. Agradeça ao aluno que trouxer alguma nova informação ou participação interessante à sala de aula.
- Participe ativamente. Se a discussão não estiver rendendo, dê ao grupo novas informações, use o humor, dê e peça exemplos práticos daquilo que está sendo estudado.
 
2 – INFORMAÇÃO
Antes de começar uma discussão sobre algum assunto, explique o que vai ser feito e por quê. Ninguém gosta de ficar em suspense, sem saber o que irá acontecer. Explique a seus alunos que a discussão irá permitir que todos entendam melhor a matéria, diminuindo o tempo necessário para estudos em casa, por exemplo. Informe também o tempo disponível para aquela atividade.
 
3 – DESAFIE
Poucas coisas garantem mais participação em sua aula do que algo dito em tom de desafio. Inspire-se nos programas de perguntas e respostas da televisão, faça com que a turma encare dar uma resposta como uma questão de honra. Tive um professor que começou o ano letivo afirmando que, durante as aulas dele, estaríamos concorrendo a "milhões em pontos". E, realmente, de vez em quando ele fazia uma pergunta valendo meio ponto a mais na prova. Foram poucas vezes, mas garantiu a participação de todos e, de quebra, reduziu o número de faltas.

4 – DENÚNCIAS ANÔNIMAS
Circule folhas de papel onde os alunos possam responder suas questões sem serem identificados. Esta tática é útil quando o assunto envolve questões éticas ou você quer respostas sintéticas. Também faz com que todos se manifestem, o que pode estimular a participação, uma vez que todos percebem que você realmente quer a opinião deles.
 
5 – LIBERE A "COLA"
Faça uma pergunta e peça para os alunos responderem, com a ajuda do colega que senta na frente ou atrás. Dê pouco tempo para essa atividade, do contrário poderão surgir assuntos paralelos à aula. Cinco minutos são suficientes.
 
6 – USE A IMAGINAÇÃO
"Se eu fosse prefeito, eu faria...", "Se eu fosse um bandeirante, eu...", e outras frases desse tipo são excelentes para garantir a participação dos alunos. Para evitar repetições, peça que cada estudante responda algo que ainda não tenha sido dito por um colega.
 
7 – CASO A CASO
Comece a aula contando um caso que possa ser resolvido com a matéria que você vai explicar, e pergunte como seus alunos resolveriam o problema. Após alguns minutos tentando, dê sua aula, e termine-a perguntando, agora, como eles resolveriam aquela questão. Este método tem um bônus de aumentar a taxa de retenção de aprendizagem, uma vez que seus alunos aplicam imediatamente o que aprenderam.
 
8 – USANDO O IBOPE
Outra maneira de garantir a participação de seus alunos em sala de aula é através de pesquisas rápidas. Caso você tenha que fazer uma questão que envolva escolha entre duas alternativas, utilize o velho método de "quem acha que é a resposta ‘1’ levante a mão." A grande vantagem desse método é que você pode fazer uma pergunta em seguida: "Por quê?" e começar uma discussão maior.
Uma variação desse método pode ser conseguida através de perguntas do tipo "certo" e "errado". Faça uma afirmação e pergunte se seus alunos acham que ela é verdadeira ou falsa. Informe antes seus alunos sobre as regras do jogo, e avise quando ele acabar, pois os estudantes levam muito a sério tudo o que o professor diz.
 
9 – PERGUNTAS E RESPOSTAS
Dê a cada estudantes dois cartões, cada um com o início de uma
afirmação:
  • Cartão 1 – "Eu ainda tenho dúvidas a respeito de __________________"
  • Cartão 2 – "Posso responder perguntas sobre _____________________"
Certifique-se que todas as perguntas e respostas são pertinentes à sua matéria, e faça os alunos procurarem as respostas às suas dúvidas entre si. Depois, reúna as dúvidas remanescentes e esclareça-as.
 
10 – MESA REDONDA
Certamente você já viu um desses programas de discussões na televisão. Copie a fórmula na sua aula, convidando um pequeno grupo de alunos à frente para discutir um tópico. Você pode tornar essa discussão mais rica, se der a esses expositores algum tempo para preparar suas opiniões (contra ou a favor) a respeito do tópico, digamos de um dia para outro. Os outros alunos fazem perguntas. Ao utilizar essa técnica uma segunda vez, não repita nenhum dos "convidados", garantindo a participação de todos.


Matérias da Revista PROFISSÃO MESTRE =
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Responsabilidade do evangelizador perante a Evangelização Espírita


Conceito:

A denominação de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil, se dá à transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus que foi apontado pelos Espíritos superiores, que trabalharam na Codificação, como modelo de perfeição para toda a Humanidade. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 60. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1984. Questão 625, p. 308).

Como a preocupação não é somente com a transmissão de conhecimentos mas, sobretudo, com a formação moral, e como a formação moral se inspira no Evangelho, parece-nos muito apropriada a denominação de “evangelização espírita” dada a essa tarefa, por expressar, na sua abrangência, exatamente o que se realiza em nossos agrupamentos de crianças e jovens.

O ensinamento espírita e a moral evangélica são os elementos com os quais trabalhamos em nossas aulas. Esses conhecimentos são levados aos alunos através de situações práticas da vida, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões próprias dos temas estudados, pois só assim se efetiva a aprendizagem real.

“Devendo a prática geral do Evangelho determinar grande melhora no estado moral dos homens, ela, por isso mesmo, trará o reinado do bem e acarretará a queda do mal.” (KARDEC, Allan. Predições do Evangelho. A Gênese. Trad. de Guillon Ribeiro. 28. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1985. Item 58, p. 396.)

“Mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 60. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1984. Prolegômenos, 14º parágrafo, p. 50.)

(O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude,FEB,1987}


II. Objetivos da Evangelização:

a) promover a integração do evangelizando:consigo mesmo; com o próximo;com Deus.

b) proporcionar ao evangelizando o estudo: da lei natural que rege o Universo;da “natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal”.

c) oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como:homem integral, crítico, consciente,participativo,herdeiro de si mesmo,cidadão do Universo,gente de transformação de seu meio,rumo a toda perfeição de que é suscetível.


III. Evangelização , Educação:

A educação é poderosa alavanca que corrige atitudes, emerge qualidades e canaliza energia.

É a educação a mola propulsora que prepara a sociedade renovada, regida por leis evoluídas e sábias. O progresso social é fruto da renovação moral do homem.

Infância e Juventude Cristã logicamente formarão sociedades cristianizadas, distinguidas pelo amor fraterno, concretizando em nossa humanidade o tão desejado sentimento de família terrena, para mais tarde integrar-se no espírito de "Família Universal".

É preciso trabalhar no sentido de conscientizar o homem desde sua infância da grande verdade: a imortalidade do Espírito e sua ascensão para a luz.

Para tal, não basta aquisição de intelectualidade, é necessária a aprendizagem emocional, educando e aprimorando os sentimentos, auxiliando a conquista da moral elevada para que haja constante renovação espiritual no ser humano.

(...) A evangelização é empresa de amor.(Xavier, Francisco Cândido ,Estante da Vida,FEB )

(...) a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é do mais alto significado dentre as atividades desenvolvidas pelas Instituições Espíritas, na sua ampla e valiosa programação de apoio à obra educativa do homem. .(O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude,FEB,1987)

Evangelizar a infância é preparar o ser humano para enfrentar todos os momentos e adversidades da vida nos postulados do Evangelho, numa verdadeira e profunda imitação do Mestre Jesus. E o único meio é cultivar no Espírito da Criança, desde o alvorecer da vida, o entendimento da prática das boas obras, a aquisição da moral e do saber, para que ela atinja o crepúsculo físico, conscientes de suas conquistas espirituais, conhecendo a si mesma e situando-se no universo como colaboradora da Divindade Suprema.(A Evangelização da infância e juventude na opinião dos Espíritos FEB)

Educar,pois,dentro da concepção Espírita é não só oferecer os conhecimentos do Espiritismo como também envolver o educando numa atmosfera de responsabilidade,de respeito à vida,de fé em Deus,de consideração e amor aos semelhantes,de valorização das oportunidades recebidas,de trabalho construtivo e de integração consigo mesmo,com o próximo e com Deus. (O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude,FEB,1987)


IV. Uma Filosofia da Educação à Luz do Espiritismo.

De acordo com os ideais com que se ilumina que ilumina a ação educativa,isto é,conforme o ideal educativo que cada um possui,assim varia a força da Educação.

Uma filosofia de educação é necessária, aliás,imprescindível,para que a Educação cumpra a tarefa de impulsionar o progresso da Humanidade.

O Espiritismo pode iluminar a Educação com uma filosofia que transpõe os imediatismos, que transcende a todos os limites,que descortina os mais amplos horizontes,que atende aos mais nobres interesses,e que se reveste de um ideal capaz de impulsionar o verdadeiro progresso.

É que o Espiritismo, dilatando as fronteiras da Educação por informar que ela se exerce nos dois planos da vida ,concede-lhe maior abrangência e lhe aponta objetivos de grande alcance e valor moral.

Do ponto de vista Espírita,a Educação não começa no berço nem termina no túmulo,mas antecede o nascimento e sucede à morte do corpo físico.

As noções de imortalidade, de progresso contínuo,de livre-arbítrio,de lei de causa e efeito e de vidas sucessivas,através da reencarnação,nas quais se deve fundamentar a filosofia da Educação que o Espiritismo revela,terão forças capazes de educar,por oferecer um argumento muito forte em favor da necessidade do progresso espiritual e por conter uma motivação,igualmente vigorosa,para a busca desse progresso.(O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude,FEB,1987}

A educação é compromisso de todo dia e instante, em razão da sua complexidade.

A educação espírita – que se baseia no “amor” e na “instrução”, que iluminam a consciência e libertam o ser das injunções perniciosas – tem como instrumento o exemplo do educador que deve pautar a conduta pelo que ensina, superando-se em atos, de modo que as sementes de que se vale, de superior qualidade, manifestem-se em forma de paz e realização nele próprio.

Allan Kardec, como Jesus, foi educador, ensinando e vivendo as lições de que se fez intermediário com elevada abnegação e estima pela criatura, em conseqüência, pela Humanidade.

Parafraseando Jesus, que disse: “Somente pelo amor será salvo o homem”, permitindo-nos afirmar que somente pela educação espírita serão salvos o amor e o homem. Benedita Fernandes. (FRANCO, Divaldo Pereira. Antologia Espiritual. Ed. LEAL. Salvador: BA, 1993, p. 33 a 35.


V. Importância da Evangelização.

Inútil improvisar escoras regenerativas para obrigar o endireitamento de árvores que envelheceram tortas. As escoras só asseguram o crescimento correto das plantas novas, evitando que seus caules se desviem do rumo certo.

Assim ocorre também com os seres humanos. Depois que as pessoas consolidam tendências e as transformam em viciações, que acabam por tornar-se numa segunda natureza, tudo fica sempre muito difícil quando se cogita de reformas de procedimento, em sentido profundo.

É preciso cuidemos, portanto, da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda amoldáveis e direcionáveis para o bem maior.(Campo Fértil, Leopoldo Machado)

Bezerra de Menezes,pela mediunidade de Júlio Cezar Grandi Ribeiro responde questões que esclarecem a importância da Evangelização Espírita Infanto-juvenil, conforme reproduzimos a seguir:

Qual a importância da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil na formação da Sociedade do Terceiro Milênio?

Considerando-se, naturalmente, a criança como o porvir acenando-nos agora, e o jovem como o adulto de amanhã, não podemos, sem graves comprometimentos espirituais, sonegar-lhes a educação, as luzes do Evangelho de Jesus-Cristo, fazendo brilhar em seus corações as excelências das lições do excelso Mestre com vistas à transformação das sociedades terrestres para uma nova Humanidade.

(...)é imprescindível abracemos, com empenho e afinco, a tarefa da evangelização junto às almas infanto-juvenis, tão carentes de amor e sabedoria, porém, receptivas e propícias aos novos ensinamentos. E isto, com a mesma ansiedade e presteza com que o agricultor cedo acorda para o arroteamento do solo, preparando a sementeira de suas esperanças para abundantes messes da colheita pretendida.

Como os Espíritos situam, no conjunto das atividades da Instituição Espírita, a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil?

Tem sido enfatizado, quanto possível, que a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é do mais alto significado dentre as atividades desenvolvidas pelas Instituições Espíritas, na sua ampla e valiosa programação de apoio à obra educativa do homem. Não fosse a evangelização, o Espiritismo, distante de sua feição evangélica, perderia sua missão de Consolador, renteando-se com a diversidade das escolas religiosas no mundo que, embora úteis e oportunas, estiolaram-se no tempo absorvendo posições de terminalidade e dogmatismo.

É forçoso reconhecer que Espiritismo sem aprimoramento moral, sem evangelização do homem é como um templo sem luz.

Já tivemos oportunidade de lembrar que uma Instituição Espírita representa uma equipe de Jesus em ação e, como tal, deverá concretizar seus sublimes programas de iluminação das almas, dedicando-se com todo empenho à evangelização da infância e da mocidade.(Opúsculo A Evangelização Espírita na Opinião dos Espíritos,FEB}

O Centro Espírita, consciente de sua missão, deve envidar todos os esforços ,não só para a criação das Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil como para o seu pleno funcionamento,considerando a sua importância em termos de formação moral das novas gerações e de preparação de futuros obreiros da Casa e do Movimento Espírita.(O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e da Juventude,FEB,1987)

Equipe do DIJ/FEB

25/06/2012

Texto de Apoio - Importancia da Evangelização Infantil

TEXTO DE APOIO.
IMPORTÂNCIA DA EVANGELIZAÇÃO INFANTIL

Neste sublime cometimento, porém, a floração infanto-juvenil – rodas do progresso do amanhã que avançam pelos pés do presente – assume a grandeza de um desafio que nos cumpre aceitar, conjugando esforços em ambos os lados da vida, para conduzir com segurança e sabedoria, evitando os lamentáveis erros transatos.
O homem será o que da sua infância se faça.
A criança incompreendida, resulta no jovem revoltado e este assume a posição de homem traumatizado, violento.
A criança desdenhada, ressurge no adolescente inseguro que modela a personalidade do adulto infeliz.
A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente teremos a colheita.
Excetuam-se, é claro, os casos de Espíritos recalcitrantes, em recomeços difíceis, reacionários por atavismo pretérito às luzes da educação. Mesmo em tais, os efeitos da salutar pedagogia educacional fazem-se valiosos.
A tarefa da educação, por isso mesmo, é de relevância, enquanto que a da evangelização é de urgência salvadora.
Quem instrui, oferece meios para que a mente alargue a compreensão das coisas e entenda a vida.
Quem educa, cria os valores ético-culturais para uma vivência nobre e ditosa.
Quem evangeliza, liberta para a Vida feliz.
Evangelizar é trazer Cristo de volta ao solo infantil como bênção de alta magnitude, cujo resultado ainda não se pode, realmente, aquilatar.
A criança evangelizada torna-se jovem digno, transformando-se em cidadão do amor, com expressiva bagagem de luz para toda a vida, mesmo que transitando em trevas exteriores.
A infância é o período em que melhor se aprende, enquanto na adolescência se apreende. Na idade adulta mais facilmente se compreende, evitando-se o período em que o ancião apenas repreende...
— “Deixai que venham a mim as criancinhas” — solicitou Jesus. Tomemos dessa argila plástica, ainda não comprometida pelos erros atuais e modelemos com as mãos do amor o homem integral do porvir.
Evangelização espírita é Sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos Céus, que são os Bem-aventurados do Senhor empenhados em Seu nome, pela transformação urgente da Terra, em “mundo de regeneração” e paz.
Amélia Rodrigues

Terapêutica de Emergência. Ed. LEAL. Salvador: BA, 1983, p. 21 a 25.


A EDUCAÇÃO
É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.

Não basta providenciar a instrução da criança. Ela deve aprender a se conduzir como ser consciente e racional. Isto é tão necessário como saber ler, escrever e contar.

É entrar na vida, armado, não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral.

Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são precisos, por vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser capaz.

Essa tarefa, no entanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Grandes e pequenos a podem realizar, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação.

Bonita lição foi a ocorrida em um supermercado. A jovem mãe tinha cerca de 27 anos e o menino, uns 2. Ele se mostrava birrento, teimoso e violento. Ela, forte, serena e irredutível.

O local era uma prateleira de supermercado recheada de chocolates. O menino parecia uma fera. Queria, porque queria, cinco. Ela, firme, dizia que ele poderia levar apenas um.

Foi uma aula de maternidade. O menino gritava, chorava tão forte e doído que parecia estar apanhando.

Batia os pés, rolava no chão, ameaçava derrubar a prateleira toda. Tudo inútil.

Sem usar de violência física ou erguer a voz, a mãe o obrigava a escolher. "ou leva um só ou não leva nenhum. Vai ter de escolher."

A voz não era de quem tem raiva. Era de quem guarda certeza do que está fazendo. Mais ou menos 15 espectadores observavam o acontecimento, aglomerando-se no corredor do supermercado.

Foram dez minutos dolorosos, no final dos quais o pequeno aceitou sua derrota. Os gritos e os pontapés foram diminuindo. Por fim, ele parou com a manha, aceitou a mão da mãe e saiu do supermercado com sua única barra de chocolate.

O resto ficou lá, na prateleira. Perdeu o supermercado. Venceu a mãe. Venceu a educação.

Desde que o mundo é mundo, crianças querem porque querem, certas coisas. Muitos pais cedem, ou para não enfrentar o incômodo da birra, ou porque temem os olhares de eventual desaprovação de quem os observa.

Os que não educam os seus filhos, os verão sofrer na vida, fazer sofrer a outros e perder a chance de progresso.

São fabulosos os pais que proíbem, sem raiva, e dão o necessário, sem dar demais.

A nossa sociedade tem mentalidade de supermercado. Oferece mil prateleiras com tentações e incita os imaturos a consumir mais do que precisam.

Por isso mesmo, são dignos de aplauso os casais que educam seus filhos para não consumir demais, a fazer escolhas, a crescer, a amadurecer.

***

Os espíritos que habitam os corpos dos nossos filhos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida.

Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores. Apliquemo-nos a desenvolver as virtudes e aniquilar os vícios.

Que não nos detenham a fadiga, nem o excesso de trabalho.

Auxiliemos a transformação social. Transformemos a face do mundo, pelo caminho da educação.
Redação do Momento Espírita com base em texto de
autoria ignorada e no cap. 54 do livro Depois da morte,
de Léon Denis, ed. Feb.
Em 07.06.2010.

O AMOR E AS DIFERENTES FORMAS DE AMAR
Amor é aquele sentimento tão sublime que fica difícil transcrever em palavras. Mas todos já sentimos e sabemos o que é. Amar não é só achar bonito, achar legal ou só fazer bem. É tudo isso e muito mais, porque o amor transporta as nossas definições de beleza e de simpatia.
Existem diferentes formas que ele se manifesta: O amor de Deus, o amor universal, o amor próprio, o amor maternal, filial, fraternal o amor entre homem e mulher, o amor a uma causa ideal e o amor como força que move o universo.
Jesus nos ensinou que o nosso primeiro dever é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Mas existe diferença entre amar ao próximo e amar a minha mãe, o meu pai ou o meu marido/esposa?

O amor é o mesmo, só que no caso do pai e da mãe o sentimento do amor é somado à gratidão, carinho e a proximidade. Do marido/esposa ou namorado esse sentimento é somado a afinidades e a disposição para construir uma vida juntos.
O amor é uma linguagem universal, por que não necessita de palavras para se manifestar.
autor desconhecido

SOBRE O CARNAVAL

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:

* Os leprosos,
* Os cegos,
* As crianças abandonadas,
* As mães aflitas e sofredoras.

Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?

Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

Emmanuel psicigrafada por Chico Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo.

Por que Jesus viveu somente 33 anos?
Jesus o Sublime Peregrino.

Na obra: O Sublime Peregrino. Ramatis nos diz...


Não conseguimos avaliar o imenso sacrifico e abnegação despendidos por Jesus para descer ao nosso mundo.
- É bem mais fácil e cômodo despojarmo-nos dos trajes enlameados e tomarmos um banho resfrecante, do que vestirmos roupas pesadas e descermos a um fosso de lodo repulsivo e infeccionado, onde se debatem criaturas necessitadas de nosso auxílio.
Jesus embora fosse um Anjo exilado do Céu, viveu junto dos terrícolas, lutando na vida humana com as mesmas armas, sem privilégios especiais e sem recorrer a interferências extraterrenas para eximir-se das angústias e dores inerentes à sua tarefa messiânica.
O seu programa na Terra destinou-se a libertar tanto o sábio e o rico, como o iletrado e o pobre.

...O Mestre mobilizara todos os recursos possíveis para evitar sua desencarnação prematura, cujo corpo de carne se ressentia do potencial elevado das vibrações emitidas pelo seu Espírito Angélico. Vivia, em angustia e ansiedade que os terrícolas não conseguem viver em uma existência. O ritmo metabólico de sua vida espiritual ultrapassava o limite áurico de toda a humanidade terráquea, e os seus raciocínios transbordavam fora do tempo e do espaço, exaurindo-lhe o cérebro.
No seu esforço para situar-se a contento, na carne, Jesus assemelhava-se a um raio de sol tentando acomodar-se numa vasilha de barro. A sua mente vivia hipertensa, cujo impacto se descarregava sobre os plexos nervosos, oprimiam-lhe o cérebro, os nervos, o sangue e os vasos capilares resultando, então, perigosos hiatos na rede circulatória.
O turbilhão de pensamentos criador vibrava e descia da superconsciência; ele então recorria aos jejuns periódicos, a fim de o seu espírito conseguir maior liberdade nessas fases pré-agônicas.
Outras vezes, o próprio organismo mobilizava recursos biológicos de emergência e vertia suor e sangue, compensando, com essa descarga imediata de humores, a perigosa tensão “psicofísica” fruto do fabuloso potencial de energia espiritual a lhe prensar a carne frágil!

Nota: O Evangelho de Lucas, cap. 22. V 44 refere o seguinte: “E veio-lhe um suor de sangue, como de gotas de sangue, que caía sobre a terra” Trata-se de suor sanguíneo por hemorragias das glândulas sudoríparas, que a Medicina chama de hematidrose.
Jesus de Nazaré, o Redentor da humanidade foi um homem incomum, magnífico e santificado.
Ramatis


Ramatis fora conhecido filósofo egípcio no tempo de Jesus.


Parte do texto extraido da do prêambulo de Ramatis na obra O Sublime Peregrino( Ed. Conhecimento).