terça-feira, 14 de agosto de 2012

Aula: “O Homem de Bem”

 

Aula: “O Homem de Bem”
Turma: Jardim – Sala Joanna de Angelis
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.XVII, 3; Brincando e Aprendendo o Espiritismo, volume 2.
I – Acolhida e Harmonização. Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo e fazerem o seguinte exercício: com todos em silêncio, murmurar o nome de duas crianças que, sem ruído, trocam de lugar enquanto os outros permanecem imóveis. Continuar até todos trocarem de lugar.
2 – Relaxamento:
Sugerir que cada um procure sentar-se confortavelmente. Buscar o maior relaxamento. Começar pela atenção a determinadas partes do corpo: testa, olhos (de preferência cerrados), face, ombros, etc. descendo até os dedos dos pés.
Com crianças pequenas, o relaxamento, o silêncio e a concentração devem ser estimulados por meio de situações como: “fazer o silêncio para ouvir o barulhinho das águas ou o canto dos pássaros” (gravado em fita), “relaxar como um bonequinho mole, mas sentando-se com boa postura, bem quieto, com os olhos fechados e sentindo-se bem”.
3 – Respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
4 – Visualização:
O Evangelizador deverá levar uma rosa para a sala, e após a realização dos exercícios acima mostrá-la para as crianças, bem devagar, pedindo que cada uma delas sinta seu toque, seu cheiro, preste atenção a sua forma, cor e textura. Depois pedir que os Evangelizandos fechem os olhos e conduzir a visualização:
“Imagine uma rosa. Veja-a a sua frente. Como ela é bela. Sinta seu perfume – como ela é cheirosa! Agora imaginem estar segurando delicadamente a rosa, ela é macia e agradável ao toque. Você se sente muito bem tendo a beleza, a delicadeza e o perfume da rosa em suas mãos.
Agora imagine uma luz azul muito clara e bonita vinda do alto e te envolvendo todo. A luz sara tudo, te protege e te faz sentir-se muito bem. Essa luz vem de Deus. Você está feliz, pleno e em paz. Agora, abra bem devagar os olhos, voltando para a sala.
II. Prece.
III. Atividades
1) Pegar o “Baú do Tesouro” confeccionado na atividade 4 da aula A verdadeira Propriedade e colocá-lo no centro da mesa. Dizer: “Aqui está nosso baú do tesouro”, será que hoje vamos poder juntar mais bens espirituais aqui em nossa sala? Inquirir um a um sobre as virtudes cultivadas e boas ações praticadas durante a semana, preencher os coraçõezinhos com o nome de cada Evangelizando e o bem espiritual cultivado naquela semana, entregar para o mesmo colocá-lo no baú. Incentivá-los a continuar cultivando boas atitudes, bons pensamentos e boas palavras, a fim de promoverem a reforma íntima e “encherem” o Baú do Tesouro.
2) Imprimir os cartazes abaixo em folhas A4. Ir mostrando os cartazes e explicando o tema, dialogando a cada cartaz com as crianças, levando-as a identificar situações semelhantes no dia-a-dia, enfocando o que acontece no lar, na escola, no grupo de amigos:

Orgulho e egoísmo são nossos piores defeitos.
Todos os outros vícios têm seu princípio no orgulho e no egoísmo.

E em que deveremos perseverar para alcançar a perfeição?
Jesus o disse: “Amar os inimigos, fazer o bem àqueles que nos odeiam, orar por aqueles que nos perseguem e caluniam.”
Precisamos perdoar, querer bem aos nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem e caluniam.

Assim, a essência da perfeição está na caridade!
Ela implica na prática de todas as outras virtudes.Devemos estar vigilantes, pois orgulho e egoísmo enfraquecem e até destroem os elementos da verdadeira caridade.
O homem de bem é aquele que pratica a Lei de Justiça, Amor e Caridade.
Vigia suas ações e se empenha em cumprir todos seus deveres.
Procura fazer aos outros o que deseja que fizessem a ele.
Procura fazer todo o bem possível.

Através da Doutrina Espírita, podemos entender melhor certos fatos e ensinamentos de Jesus que não foram compreendidos, pois os homens daquela época não estavam prontos para entender.
O Espiritismo nos facilita o entendimento, ele explica o que Jesus não pode dizer com clareza para que então tenhamos uma fé sólida e esclarecida, pois ele vem nos lembrar que todos nós temos deveres morais para com o próximo. Devemos ser bons e caridosos com o nosso próximo e tratar a todos com carinho, educação e atenção.
Devemos respeitar e obedecer a nossos pais e responsáveis, e também aos mais velhos, a nossos professores e a todos que cuidam de nós.
É nosso dever cuidar dos bens que são de todos!
Devemos trabalhar sempre, usando nossa inteligência para servir a Deus e ao próximo!
Devemos saber cumprir nossos deveres com alegria e amor!

3) Cantar a música “O Homem de Bem” de Nando Cordel:
Letra:
“O verdadeiro homem de bem
É aquele que pratica a lei de amor
De justiça e caridade,
D pureza e bondade
Interroga a consciência
Se essa lei já violou
Não comete o mal, tem fé em Deus e na bondade
Sabe que nada acontece sem a Sua permissão
Tem fé no futuro e por isso coloca os bens espirituais
Acima desses bens só temporais
Quando nas dores da vida e nas decepções
Aceita sem murmurar porque são provas ou expiações
Encontram benefícios nos serviços que prestam
Nas lágrimas que secam e nas consolações
Seu primeiro impulso é de pensar nos outros
Antes de si, antes dos seus
É bom, benevolente, humano e muito mais
Nele raça, nele crença, distinção ele não faz
Respeita todas as convicções
A caridade sempre é seu guia
Não tem ódio nem rancor nem desejo de vingança
A exemplo de Jesus perdoa todo dia
É indulgente com as fraquezas alheias
Não procura defeitos nos outros
Estuda suas próprias imperfeições
Trabalha sem cessar prá combatê-las
Não se envaidece com a sorte ou com os dons pessoais
Usa mas não abusa dos bens materiais
Se tem alguns dependentes nas relações sociais
Trata com benevolência e muita paz
É o homem de bem, é o homem de bem
Quem plantar vai colher, vou lutar, vou vencer
Vou chegar lá também...

4) Distribuir a atividade abaixo para ser feita pelos Evangelizandos:
5) Os Evangelizandos deverão pintar as figuras de todos os cartazes utilizados na aula, e montar um bonito painel. Levar a frase "O Homem de Bem" com letras recortadas em EVA ou outro material, bem como material para fazer a margem do painel.
6) Lembrar sobre a necessidade de auto-aperfeiçoamento, deixando bem caracterizada a necessidade de acumular "bens espirituais" para encher o baú do tesouro.
IV. Prece Final.

Subsídios para o Evangelizador:

Homem de Bem

“3. O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a sua consciência sobre os próprios actos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e, por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e aceita-as sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra a sua satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. O seu primeiro impulso é o de pensar nos outros, antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada acção generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a susceptibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e lembra-se destas palavras de Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra.”

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda a suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combate-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer nem o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar as vantagens dos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá dar-lhes, é pô-los ao serviço da satisfação das suas paixões.

Se nas relações sociais alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa a sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evitar tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscienciosamente.

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho, que conduz às demais.”

Retirado do Livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Capítulo XVII – Sede Perfeitos.
Hoje assisti uma palestra no meu grupo sobre esse tema - Homem de Bem - e o palestrante utilizou o exemplo de uma menina simples que dispondo de poucos recursos , conseguiu dar um exemplo para todos nós. http://doutrinadeluz.blogspot.com.br/2009/10/homem-de-bem.html
 


 

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Paz e Luz!
Flávia Peruci

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